O Presidente russo, Vladimir Putin, recebeu hoje no Kremlin o primeiro-ministro da República Srpska, Savo Minic, e o presidente da Aliança de Social-Democratas Independentes, Milorad Dodik, e desejou-lhes sorte nas eleições de 04 de outubro na Bósnia-Herzegovina.
© Contributor/Getty Images
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“Aproxima-se a data (…) das eleições gerais na Bósnia-Herzegovina. Representantes russos participarão como observadores. Desejamos êxito à coligação governamental, que vocês representam”, disse Putin numa reunião com Minic e Dodik, noticiaram as agências russas.
O chefe de Estado russo expressou confiança em que “nenhuma influência estrangeira” poderá impedir que as “forças patrióticas” da República Srpska, a entidade sérvia que, juntamente com a Federação Croato-Muçulmana, integra a Bósnia-Herzegovina, recebam o mandato “de continuar a defender os direitos e interesses dos sérvios-bósnios e a sua interação construtiva com a Rússia”.
Putin recordou que a posição russa quanto ao conflito assenta “numa atitude mais justa em relação aos sérvios”, para que a situação se mantenha estável.
“Desacreditar qualquer um dos participantes neste processo de resolução não contribuirá para a estabilidade nem para a paz neste complexo território”, sublinhou.
Dodik, um político nacionalista e pró-russo, assistiu em maio em Moscovo às celebrações do Dia da Vitória sobre a Alemanha nazi.
A Bósnia viveu, entre 1992 e 1995, a guerra mais sangrenta da desintegração da ex-Jugoslávia. Após cerca de 100.000 mortos e milhões de feridos e deslocados, a guerra terminou em 1995 com o Acordo de Dayton, que criou duas entidades autónomas: uma para os sérvios e outra partilhada por croatas e bósnios (muçulmanos).
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