“Reafirmamos a nossa disponibilidade para prosseguir a cooperação estreita e frutífera com as autoridades da Sérvia em todas as questões da agenda bilateral, regional e internacional”, afirmou a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Maria Zakharova, num comunicado.
A representante acrescentou que as relações entre Moscovo e Belgrado são muito sólidas e baseiam-se numa “visão do mundo partilhada e no respeito pelos verdadeiros valores”.
“Estamos confiantes de que a continuidade destes laços irá beneficiar os interesses nacionais de ambos os países e reforçará a paz e a estabilidade nos Balcãs”, afirmou.
A porta-voz da diplomacia russa destacou a contribuição pessoal do Presidente sérvio demissionário, Aleksandar Vucic, para o desenvolvimento das relações bilaterais, que se mantêm a um nível elevado, apesar das “fortes pressões” exercidas sobre Belgrado.
Ana Brnabic, que ocupava a liderança do parlamento sérvio, assumiu hoje a presidência interina do país, depois de Vucic se ter demitido do cargo de chefe de Estado para poder concorrer como candidato a primeiro-ministro nas eleições parlamentares antecipadas de 25 de outubro.
Vucic anunciou a sua demissão depois de o Partido Progressista Sérvio (SNS), a sua força política, o ter designado como candidato para liderar o próximo Governo.
A Sérvia, com 6,6 milhões de habitantes e a principal república resultante da antiga Jugoslávia, negocia há mais de uma década a sua adesão à União Europeia (UE), mas sem grandes avanços.
Apesar da proximidade a Moscovo, a Sérvia recebeu em agosto deste ano, pela primeira vez desde a invasão russa à Ucrânia, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.
Zelensky e Vucic reuniram-se em Belgrado, numa tentativa de estreitar ligações entre os países.
Responsáveis ucranianos referiram na ocasião que a visita constituía uma “bofetada” contra Moscovo e sublinharam a importância de “afastar a Sérvia da esfera de influência de Moscovo”.
A Sérvia nunca aderiu às sanções europeias contra a Rússia devido à guerra na Ucrânia, mantendo simultaneamente uma relação estreita com Moscovo e também com a China.
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