Pete Hegseth poderá anunciar estes cortes durante um discurso sobre o estado das Forças Armadas em Qauntico, no estado da Virgínia.
A medida para reduzir os postos, que afetará altos cargos do Exército, da Marinha e da Força Aérea, surge na sequência das tentativas do ano passado de limitar em pelo menos 10% o número de generais e almirantes de quatro estrelas no ativo nas Forças Armadas dos Estados Unidos, segundo o Wall Street Journal, a Fox News, a PBS, entre outros.
Estes cortes somam-se a outros, que afetaram cerca de vinte líderes militares de todos os ramos das Forças Armadas desde que Hegseth assumiu o cargo, e que têm suscitado a preocupação do Congresso norte-americano.
Em julho, a senadora republicana Susan Collins, presidente da Comissão de Atribuições do Senado, afirmou estar preocupada com a destituição de oficiais militares de alto escalão e com o bloqueio das promoções do pessoal de patente inferior.
A 15 de setembro de 2026, o deputado republicano Thomas Massie apresentou oito pedidos de destituição (‘impeachment’ em inglês) contra Hegseth, nos quais este é acusado de abusar do cargo ao participar em hostilidades contra o Irão sem a autorização do Congresso.
No entanto, e apesar de deverem ser debatidos e votados num prazo de 48 horas, o presidente da Câmara dos Representantes, Mike Johnson, também republicano, antecipou a interrupção temporária prevista para as eleições intercalares, pelo que os congressistas só voltarão a reunir-se a 09 de novembro e não poderão votar o processo de ‘impeachment’ contra Hegseth até essa data.
O secretário de Defesa foi oficial da Guarda Nacional e comentador da Fox News, mas não teve uma carreira de alta direção militar, pelo que a polémica o tem acompanhado desde a sua nomeação.
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