Em comunicado, a Comissão Europeia refere que a União Europeia (UE) está a “mobilizar equipas de resgate e outra assistência de emergência para a Venezuela”, após Portugal, Espanha, França, Alemanha, Itália, Luxemburgo, Países Baixos e Chéquia se terem manifestado disponíveis para prestar assistência ao abrigo do Mecanismo Europeu de Proteção Civil.
“Até ao momento, mais de 520 operacionais dos oito Estados-membros foram mobilizados no âmbito desta operação. A Itália vai também enviar uma equipa médica, enquanto o Luxemburgo está a mobilizar equipamento de telecomunicações, de fornecimento de energia e abrigos”, indica o executivo comunitário.
Portugal já colocou à disposição da Venezuela, que aceitou, uma equipa de proteção civil de emergência de 50 elementos para ajudar nas operações no país após os dois sismos, anunciou o primeiro-ministro, Luís Montenegro.
A Comissão Europeia refere que, além deste apoio dos oito Estados-membros, a UE decidiu também ativar o modo de cartografia de emergência do seu serviço de satélites Copernicus.
Este serviço “utiliza dados de satélite e outros dados geoespaciais para disponibilizar gratuitamente serviços de cartografia em situações de catástrofes naturais ou provocadas pelo homem”, indica o executivo comunitário.
A Comissão Europeia acrescenta ainda que a UE está “pronta para disponibilizar assistência adicional consoante a evolução das necessidades no terreno”.
Na conferência de imprensa diária do executivo comunitário, a porta-voz da Comissão Europeia Paula Pinho foi questionada se, tendo em conta estes terramotos na Venezuela, a UE está a ponderar levantar as sanções a várias personalidades do regime, entre as quais a presidente interina, Delcy Rodriguez.
Na resposta, Paula Pinho frisou que a Venezuela sofreu um “desastre natural” e a UE está disponível para apoiar o país a lidar com as consequências.
“Mas essa é uma questão completamente independente de qualquer outra consideração política”, referiu.
No entanto, o porta-voz com a pasta dos Negócios Estrangeiros, Anouar El Anouni, referiu que está a haver discussões sobre esse assunto, mas frisou que “qualquer decisão deve ser tomada pelos Estados-membros”.
Paula Pinho acrescentou ainda que o pessoal diplomático que trabalha na delegação da UE em Caracas está “são e salvo”.
O Mecanismo de Proteção Civil da UE é um sistema de cooperação para coordenar a assistência internacional em situações de emergência, como sismos.
Quando um país afetado ativa o mecanismo, solicita formalmente ajuda à UE, que passa a coordenar as ofertas de apoio dos Estados participantes.
No caso de um sismo, o mecanismo permite uma resposta mais rápida e organizada, facilitando o envio de equipas de resgate para procurar sobreviventes nos escombros, prestar assistência médica aos feridos e apoiar as autoridades locais nas operações de emergência e recuperação.
Dois grandes sismos foram registados na Venezuela, na quarta-feira, causando pelo menos 235 mortos e 4.300 feridos, segundo o mais recente balanço oficial.
Entre os mortos, há pelo menos nove portugueses e lusodescendentes, indicou o Ministério dos Negócios Estrangeiros português.
Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo e foram seguidos por mais de 20 réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).
Dezenas de edifícios ruíram ou ficaram gravemente danificados na capital Caracas e na região de La Guaira, uma das mais afetadas.

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Notícias ao Minuto | 07:55 – 26/06/2026



