“Nas últimas 24 horas, aviões de guerra sauditas lançaram 40 ataques aéreos com caças F-15 que descolaram da base aérea de Khamis Mushait [na Arábia Saudita], contra as províncias de Taiz, Marib e Hajjah [no Iémen]”, disse num comunicado o porta-voz militar dos hutis, Yahya Sarea.
Além disso, Yahya Sarea acrescentou que durante a tarde de hoje o movimento xiita lançou mísseis terra-ar contra duas formações de caças F-15 sauditas sobre o espaço aéreo da localidade portuária iemenita de Moca, uma ação que obrigou as aeronaves a “retirarem-se imediatamente antes de realizarem qualquer ação hostil”.
A Arábia Saudita não se pronunciou até ao momento sobre nenhuma destas afirmações.
Durante o dia e hoje, os hutis afirmaram ainda ter abatido um F-15 saudita sobre a cidade petrolífera de Marib, o último reduto no norte do país do Governo do Iémen reconhecido internacionalmente e apoiado pela Arábia Saudita, com quem os hutis estão em confronto, e publicaram um vídeo do momento do ataque.
Mas, os rebledes hutis do Iémen também reivindicaram ataques a instalações da empresa petrolífera Aramco e à base aérea de Khamis Mushait, na Arábia Saudita, ações que os rebeldes qualificaram como resposta à campanha militar de Riade (capital da Arábia Saudita) contra as suas posições no território do seu país.
Os hutis intensificaram os seus ataques contra alvos sauditas em setembro e lançaram mísseis e drones contra bases militares e infraestrutura energética em Khamis Mushait, Abha, Yizan e Yanbu, enquanto as autoridades sauditas informaram de abates, vítimas e danos em várias destas ações realizadas pelos rebeldes.
Na terça-feira, as autoridades sauditas também informaram sobre a interceção de um drone huti no sul de Meca, o lugar mais sagrado para o islão, uma afirmação que os rebeldes xiitas negaram, ao mesmo tempo que garantiram que as suas operações visam instalações militares e petrolíferas, não locais religiosos.
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