“A 15 de setembro, o enviado especial do Presidente norte-americano, Donald Trump, John Cole, visitou Minsk para conversar com [o Presidente bielorrusso] Alexander Lukashenko. A 16 de setembro, Cole anunciou a libertação de 25 pessoas indultadas. Todas elas foram transportadas à força para a Lituânia”, indicou a Viasna no seu portal da Internet.
O defensor de direitos humanos bielorrusso Vladimir Labkovich comentou, em entrevista à Euroradio, que a Viasna esperava que o número de presos libertados por Lukashenko fosse “muito maior”.
“É evidente que esperávamos um número muito maior. O senhor Cole também mencionou este número, quando disse que o seu objetivo era aumentar a quantidade de libertados para até mil pessoas. Na minha opinião, as negociações foram difíceis e não deram resultado. Porque 25 pessoas é um número bastante pequeno. Esperávamos muitas mais”, disse.
Para Labkovich, “só foi autorizada a libertação daqueles que seriam expulsos do país”.
“De acordo com as nossas informações, a libertação deveria beneficiar pelo menos 200 pessoas, das quais entre 20 e 25 seriam deportadas, e as restantes permaneceriam na Bielorrússia”, explicou.
Cole tinha anteriormente anunciado que os Estados Unidos iam levantar as sanções impostas a duas empresas bielorrussas — a Lakokraska e a Bellesbumprom — em resultado das negociações com as autoridades do país.
A primeira é uma empresa de tintas, e a segunda é especializada na indústria madeireira e na produção de papel.
O enviado da Casa Branca a Minsk, que se reuniu na segunda-feira com o líder da antiga república soviética, afirmou que “a Bielorrússia e os Estados Unidos alcançaram um grande progresso nas negociações”, nas quais as partes debateram “temas internacionais, da agenda bilateral e outros de interesse mútuo”.
Na véspera, John Cole assegurou também que o seu país iria desbloquear os ativos bancários bielorrussos congelados em território norte-americano.
Desde dezembro passado, o líder autoritário bielorrusso e Cole realizaram várias rondas de consultas, após as quais Minsk aceitou indultar 123 presos — incluindo os principais líderes da oposição — em troca do levantamento das sanções às exportações de potássio.
Na passada sexta-feira, Lukashenko anunciou o envio do primeiro carregamento de potássio para os Estados Unidos, aproveitando a ocasião para exigir a devolução dos ativos bancários bielorrussos congelados em território norte-americano.
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