Tsunami é um cão herói que está a ajudar nos resgates de sobreviventes por entre os escombros deixados por dois sismos, de magnitudes 7,2 e 7,5, que, na passada quarta-feira, assolaram a Venezuela. A sua história – que também é de vitória e superação – está a ter (merecido) destaque nas redes e nos meios de comunicação social.
Ainda quando era apenas um cão bebé, Tsunami, um border collie atualmente com nove anos, foi resgatado das ruas pela Asociación Pro Defensa de los Animales (Aproa), conta o jornal venezuelano El Diario. O cão tinha sofrido maus-tratos e teria sido abandonado.
Foi seguido por veterinários até à sua recuperação total e, posteriormente, recomendado para fazer parte de missões de salvamento.
E assim aconteceu. Desde 2017, Tsunami tem vindo a criar uma ‘carreira’ no Centro de Formación de Equipos Caninos de Intervención en Desastres (K-Sar Ecid), sempre ao lado do seu tutor, Jorge Beens. O cão já fez parte de missões de salvamento na Síria e na Turquia, também após abalos sísmicos.
Concretamente na Venezuela, e nestes recentes sismos, Tsunami começou por resgatar um homem, com cerca de 60 anos, dos escombros das Residencias Rita, em Caracas, avança ainda o El Diario.
De acordo com os bombeiros da capital venezuelana, citam vários meios de comunicação, até ao momento, Tsunami já ajudou a localizar 12 pessoas.
Esta deverá ser a última missão antes de ‘se reformar’.
#HEROE El mejor rescatista Tsunami, un valiente perro entrenado para búsqueda y rescate, se convirtió en protagonista tras los sismos en La Venezuela. El can marcó con precisión la zona donde un hombre de 60 años permanecía bajo escombros, permitiendo su rescate oportuno. pic.twitter.com/xLxKAuDKL4
— Colombia Oscura (@ColombiaOscura) June 27, 2026
De recordar que os dois sismos ocorridos na passada quarta-feira na Venezuela causaram pelo menos 1.430 mortos e 3.328 feridos, segundo o mais recente balanço oficial. Entre os mortos, há pelo menos 41 portugueses e lusodescendentes, e outros 87 estão desaparecidos ou incontactáveis.
Segundo a ONU, mais de 50 mil pessoas estão desaparecidas.
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