As fontes citadas pela agência Associated Press (AP) revelaram que os sauditas pediram à França, ao Reino Unido, ao Paquistão e ao Egito que enviassem apoio de defesa aérea para a região, devido aos mísseis e drones disparados pelos Huthis e outros grupos apoiados pelo Irão.
A iniciativa foi tomada porque o principal aliado e fornecedor de armas da Arábia Saudita, os Estados Unidos, viu as suas próprias reservas de intercetores diminuírem ao longo de um conflito de seis meses que envolveu o Irão, segundo uma das autoridades.
O combate entre a Arábia Saudita e os houthis é a frente mais recente a eclodir em resultado do conflito que envolve o Irão e os EUA.
A Arábia Saudita acusou hoje os houthis de tentarem atacar a cidade mais sagrada do Islão com um drone e a região reagiu com condenação, mas sem sinais de apoio militar.
O reino declarou Meca, local de nascimento do Profeta Maomé, uma “linha vermelha” e afirmou ter intercetado o drone.
Os houthis negaram ter como alvo Meca, que fica a cerca de 1.100 quilómetros da fronteira com o Iémen.
Com o maior exportador de petróleo do mundo sob ataque dos rebeldes apoiados pelo adversário regional dos sauditas, o reino necessita de uma rota segura para o escoamento do seu crude, bem como de assistência militar, mas não há um caminho claro para nenhuma das duas coisas.
Um importante oleoduto saudita foi encerrado, segundo relatos, há semanas, após um ataque de milícias apoiadas pelo Irão no Iraque.
Os houthis têm atacado as infraestruturas do reino e as suas embarcações no mar Vermelho, onde tomaram várias ilhas no Estreito de Bab el-Mandeb.
Além disso, o Irão continua a atacar navios no estreito de Ormuz e os preços do petróleo mantêm-se acima dos 100 dólares por barril.
Uma das autoridades regionais afirmou que a Arábia Saudita está numa “posição muito difícil”, uma vez que precisa de proteger não só as suas bases militares e instalações governamentais vitais, mas também as instalações petrolíferas em todo o reino.
A segunda autoridade disse que a Arábia Saudita procura também mobilizar os seus aliados internacionais para lançar uma resposta coletiva contra os houthis.
“Mas a decisão agora é dar uma oportunidade à diplomacia”, realçou a autoridade citada pela AP, acrescentando que o Omã e o Egito estão a liderar os esforços para a desescalada do conflito no Iémen.
No passado fim de semana, o Omã acolheu uma reunião entre representantes dos EUA e dos houthis para discutir as tensões regionais, segundo duas fontes ligadas ao processo, incluindo uma autoridade dos houthis.
Leia Também: Arábia Saudita acusa hutis de tentarem atacar Meca com drone



