“Temos de parar a imigração ilegal na Europa. Conheço a Europa melhor do que ninguém, melhor do que aqueles que a governam, e tenho excelentes relações lá. Há duas coisas que estão a matar a Europa. A primeira é a imigração. A segunda é a energia”, frisou Trump em declarações aos jornalistas na Sala Oval.
“Quando vi o que aconteceu em Espanha, pensei que tivemos uma versão disto, possivelmente muito pior. Permitimos a entrada de 25 milhões de pessoas com o governo de Joe Biden e dos democratas. Tínhamos fronteiras abertas e países de todo o mundo enviaram para o nosso país pessoas que não queriam”, acrescentou.
Trump vangloriou-se ainda de que o seu país tem atualmente a “melhor fronteira”, por onde “nenhuma pessoa entrou” nos últimos 15 meses, após o endurecimento das políticas de imigração com deportações em massa, restrições de vistos e aumento da segurança nas fronteiras.
“A imigração é um problema incrível para a Europa” porque permite a entrada de “pessoas que, em muitos casos, não contribuirão com nada de positivo”, adiantou.
Esta é uma posição vincada nos últimos meses por vários membros do seu gabinete, incluindo o vice-presidente JD Vance e o secretário de Estado Marco Rubio.
Trump acusou ainda, sem provas, muitos dos imigrantes de “cometerem mais do que um assassínio”.
“Acabaremos da mesma forma se colocarmos no poder estes lunáticos que vejo a candidatar-se a cargos públicos”, advertiu, numa altura em que decorrem em vários estados eleições primárias para as intercalares de novembro, quando estará em jogo o controlo do Congresso, atualmente nas mãos dos republicanos.
O Presidente norte-americano disse sentir “muita pena” do que se está a passar na Europa no que diz respeito à imigração e à energia.
“Há moinhos de vento por todo o lado. Com moinhos de vento, perde-se tudo. Qualquer país que invista em moinhos de vento é um perdedor. É isso mesmo, basta olhar: se têm moinhos de vento, são perdedores, porque perdem dinheiro com eles”, concluiu.
Na semana passada, mais de 50 mil pessoas atravessaram ilegalmente a fronteira entre Marrocos e Ceuta, cidade espanhola, situada no norte de África, em apenas 24 horas, um incidente em que morreram pelo menos 71 pessoas, segundo o Governo espanhol.
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