Em declarações aos jornalistas depois de uma visita, no âmbito das jornadas parlamentares do partido, ao Hospital São João de Deus, em Famalicão, Mariana Leitão considerou que a educação “tem passado por alguns problemas recentes”, nomeadamente com os exames nacionais e, mais recentemente, com a colocação dos alunos.
Para a líder liberal, “o ensino obrigatório, obviamente, tem que ter vagas para os alunos”, mas não é tempo de “especular sobre o que é que se passou”.
“Vamos aguardar que haja resposta por parte do Ministério sobre as causas para ter havido este problema com as vagas este ano e o que é que estão a fazer para que não se repita, porque é óbvio, não podemos começar um ano letivo com alunos que não estão colocados. Temos de garantir vagas para todos”, frisou.
Questionada sobre a possibilidade hoje levantada pelo líder do PS, José Luís Carneiro, de pedir uma comissão parlamentar de inquérito para perceber os problemas com o setor da Educação em Portugal, Mariana Leitão frisou que o partido fez já vários pedidos de informação e apresentou requerimentos sobre esses problemas e que, enquanto não ouvir todas as entidades envolvidas e recolher todos os esclarecimentos, não se vai “posicionar sobre quais quer outros passos”.
“Queremos ouvir com ainda maior detalhe o que se passou relativamente aos exames nacionais e só depois disso tomaremos decisões futuras”, acrescentou.
Sobre o PS ter dito que Fernando Alexandre é candidato a pior ministro da Educação desde o 25 de Abril, Mariana Leitão considerou que o PS, “quanto tem o legado que tem” – comprovado, acrescentou, pelos recentes resultados do PISA – não está em posição de criticar o Governo.
Para a líder da IL, este é um caso de “alguma hipocrisia” com a qual os liberais não querem compactuar, recordando que um ex-ministro socialista (João Costa, antigo ministro da Educação) fez um ‘mea culpa’ e “assumiu a sua quota-parte de responsabilidade” pelos resultados no PISA.
O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro admitiu hoje, em Matosinhos, pedir uma comissão parlamentar de inquérito para perceber os problemas com o setor da Educação em Portugal, afirmando que o ano começa com “centenas de alunos sem colocação”.
O BE também já apresentou uma proposta de inquérito parlamentar sobre as incidências no processo de exames nacionais, que será apreciada no Parlamento na próxima quinta-feira.
[Notícia atualizada às 20h41]
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