O deputado do Bloco de Esquerda (BE), Fabian Figueiredo, apontou, esta quinta-feira, que se as notas dos exames nacionais forem afixadas na sexta-feira, terá sido “graças a quem corrigiu de madrugada, de graça”. Apelou, além disso, à realização de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) ao assunto.
© Flickr/ BE/ Rafael Medeiros
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O deputado único do Bloco de Esquerda (BE), Fabian Figueiredo, argumentou, esta quinta-feira, que caso as notas dos exames nacionais cumpram o calendário e sejam afixadas na sexta-feira, terá sido “graças a quem corrigiu de madrugada, de graça”.
“’Não é problema do ministro’, diz o ministro que falhou quatro prazos, chamou falsas às denúncias dos professores e imprudentes aos pais. Se as notas saírem sexta-feira é graças a quem corrigiu de madrugada, de graça”, denunciou, na rede social X (Twitter).
O bloquista referia-se às declarações de Fernando Alexandre que, esta quinta-feira, apelou a que os professores “possam ajudar nesta fase final a resolver um problema que não é do ministro, é do sistema educativo”. Isto porque, de acordo com as informações do júri nacional de exames, existem “dificuldades em conseguir que haja professores classificadores para algumas provas”.
Nessa linha, Fabian Figueiredo atirou que “o caos é todo dele” e “a demissão também devia ser”.
“País precisa da CPI”, disse, remetendo à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) proposta pelo BE e equacionada pelo PS. Saliente-se, contudo, que ficou agendado para sexta-feira um debate de urgência, na sequência de pedidos do Chega e do PCP, com o ministro da Educação.
“Não é problema do ministro”, diz o ministro que falhou 4 prazos, chamou falsas às denúncias dos professores e imprudentes aos pais.
Se as notas saírem 6af é graças a quem corrigiu de madrugada, de graça.
O caos é todo dele. A demissão também devia ser.
País precisa da CPI. pic.twitter.com/qBuvMNaN7S
— Fabian Figueiredo (@ffigueiredo14) July 16, 2026
De notar que Fernando Alexandre assumiu que “há sempre o risco” de as classificações não serem publicadas amanhã. Em concreto, o ministro exemplificou que faltam corrigir “373 respostas” na prova de Física e Química, que se encontra nos 99,9%. “É muito difícil [para a sociedade] perceber que uma prova não vai ter os resultados publicados porque há 373 respostas por corrigir, quando já foram corrigidas cerca de 30 mil. Estou a pedir ajuda aos professores”, repetiu.
“O apelo que deixo aqui a todos os professores, agradecendo mais uma vez todo o esforço que fizeram, ainda por cima num contexto de perturbação, em que houve muita coisa que não correu bem, é que possam ajudar nesta fase final a resolver um problema que não é do ministro, é do sistema educativo, que tem de conseguir responder àquilo que os alunos e as famílias esperam”, disse.
Antes, o porta-voz do PSD, Sebastião Bugalho, deu conta de que os professores que estão a corrigir exames nacionais vão receber horas extraordinárias como “reconhecimento pelo esforço extraordinário”. A oposição, por seu turno, ironizou e criticou o anúncio, tendo em conta que “isso é o que a lei obriga”.

Divulgação de notas? “Enquanto não estiverem todas corrigidas, há risco”
O ministro da Educação, Fernando Alexandre, deu conta de que está tudo “na reta final” para “lançar as classificações” dos exames nacionais, na sexta-feira, tendo apelado à disponibilidade dos professores. Admitiu, além disso, que “há sempre o risco” de as classificações não serem divulgadas amanhã.
Daniela Filipe | 10:33 – 16/07/2026
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