As previsões para os preços dos combustíveis não eram de todo animadoras para o início desta semana. O Automóvel Club de Portugal avisava que a semana arrancaria com um aumento de 6,5 cêntimos por litro do gasóleo e a gasolina ficaria 5 cêntimos mais cara. O cenário confirma-se?
Segundo dados da Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), o gasóleo simples custava, na sexta-feira passada, 2,156 euros por litro, estando desde esta segunda-feira a 2,210 euros. Significa isto que o aumento é de 5,4 cêntimos por litro.
Já a gasolina 95 que, na semana passada, custava em média 2,068 euros por litro, está agora a 2,107 euros. Um aumento, portanto, de 4 cêntimos.
Confirma-se assim aquilo que já se previa: os preços dos combustíveis atingem esta semana um máximo histórico e nunca foram tão caros. O gráfico disponibilizado pela DGEG não deixa margem para dúvidas. Depois de algumas semanas quase sem alterações nos preços, nas últimas duas semanas, regista-se um aumento a pique e os preços desta semana são o mais alto do último mês, com uma diferença substancial.
Evolução dos preços do gasóleo simpels e da gasolina 95© Reprodução DGEG
Os preços dos combustíveis continuam a ser impactados pela guerra no Irão, a tensão geopolítica no Médio Oriente e o consequente fecho do estreito de Ormuz, por onde passa 20% do comércio de petróleo e gás natural, bem como pelos ataques a refinarias no contexto da guerra na Ucrânia.
Onde custam menos os combustíveis?
No site Preços dos Combustíveis Online, da Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), pode consultar onde é que são os postos de abastecimento mais económicos perto de si.
Para conferir os postos de abastecimento mais baratos na sua zona pode aceder a este link e selecionar, logo em cima, a opção ‘filtrar por município’, clicando depois no respetivo distrito na lista que será apresentada. Por fim, deverá selecionar o município que pretende consultar, bem como o tipo de combustível.
Apoios vão manter-se “algum tempo”
O ministro das Finanças admitiu que os apoios aos combustíveis vão manter-se “algum tempo”, remetendo uma avaliação para a evolução da guerra no Médio Oriente, defendendo apoios ao rendimento em vez de mexidas no IVA da energia.
“Este apoio é para algum tempo. Quando [a guerra] terminar, avaliaremos a situação na altura em termos de preço e em termos de conflito”, disse Joaquim Miranda Sarmento, em declarações à agência Lusa à entrada para a reunião informal dos ministros das Finanças da zona euro, em Dublin pela presidência irlandesa do Conselho da União Europeia.
O responsável assinalou: “O desconto, quando a guerra do Irão começou, a gasolina estava sensivelmente a 1,64/1,65 cêntimos e sempre dissemos que, enquanto estiver 10 cêntimos acima deste valor, portanto em torno de 1,75, nós faremos este desconto automático de ISP [Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos]”.
Além disso, “ontem [quinta-feira] decidimos repetir o apoio às empresas de transporte de mercadorias, às IPSS, aos bombeiros e a outros setores e tínhamos, na semana passada, decidido repetir o apoio ao gás de óleo agrícola”, elencou.
Em causa estão a prorrogação, até ao final do ano, do mecanismo de redução do ISP sobre os combustíveis e um conjunto de apoios extraordinários aos setores mais afetados pela subida dos preços, nomeadamente transportes de mercadorias e de passageiros, táxis, bombeiros e setor social.
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