“Desde o verão, quase não houve um dia sem um ataque à nossa infraestrutura energética. Mas um ataque combinado desta magnitude não acontecia desde o final do último inverno”, escreveu Koretsky.
Segundo o primeiro-ministro, um dos alvos deste ataque energético russo foi a região de Kiev, tendo instado as autoridades regionais e locais a prepararem sistemas de abastecimento alternativos o mais rapidamente possível, dada a possibilidade de a campanha contra o setor energético, que a Ucrânia teme, estar prestes a começar.
As autoridades ucranianas já tinham alertado para possíveis cortes de energia devido aos ataques russos em Kiev e noutras quatro regiões da Ucrânia.
Além das infraestruturas energéticas, a Rússia atacou infraestruturas civis em 11 regiões da Ucrânia, onde cinco pessoas foram mortas e 14 ficaram feridas desde a tarde de terça-feira, segundo o primeiro-ministro.
Desde então, as defesas aéreas ucranianas neutralizaram 155 drones e cinco mísseis balísticos, mas 18 locais diferentes do país foram atingidos, avançou um relatório militar.
Paralelamente, o ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Andriy Sibiga, reiterou o seu apelo para que a comunidade internacional exija que a Rússia retire em segurança a população de Oleshki, localizada na parte da província de Kherson, no sul do país, ocupada pela Rússia.
Segundo fontes ucranianas, até 6.000 pessoas permanecem sem acesso a alimentos.
“Cada dia conta quando se trata de salvar as pessoas que estão a passar fome e a morrer lá. Exortamos os nossos parceiros internacionais a agirem agora e a exigirem acesso humanitário imediato para pôr fim a este desastre”, disse Sibiga, que acusou a Rússia de cortar as rotas de saída aos civis e bloquear a ajuda humanitária.
Sibiga afirmou ainda que, de acordo com os serviços de informação ucranianos, a Rússia planeia forçar os que permanecem na zona a aparecer em vídeos de propaganda alegando que estão a ser bem alimentados pelo exército russo.
A Rússia nega a gravidade da situação e acusa as forças ucranianas de impedirem a entrada de ajuda humanitária no país com bombardeamentos.
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