“Hoje, encontrei-me com os soldados que estão a realizar missões na zona de Lyman e entreguei-lhes condecorações”, escreveu Volodymyr Zelensky na rede social Telegram.
O chefe de Estado ucraniano reuniu-se com os comandantes de diferentes corpos, brigadas e batalhões, para debater decisões relativas a aquisições de defesa, “o reforço do Serviço de Segurança de Estado (SBS), o aumento do financiamento para drones, a simplificação das aquisições, o aumento do efetivo e o recrutamento e formação do pessoal”.
“Há necessidade de artilharia de longo alcance. Esta questão foi acordada com os militares. Acordou-se também que os comandantes elaborassem propostas relativas à remuneração dos soldados na linha da frente”, continuou Zelensky.
Um dos principais objetivos militares de Moscovo é conquistar o chamado “Cinturão de Fortalezas” no Donbass, composto por quatro cidades: Sloviansk, Kramatorsk, Druzhkivka e Kostantynivka.
De acordo com o último relatório do Instituto para o Estudo da Guerra (ISW), as forças russas têm concentrado esforços numa tentativa de “tomar Lyman e atravessar o rio Siverskyi Donets” para “apoiar um amplo cerco ao ‘Cinturão de Fortalezas'”.
Em simultâneo, segundo esta organização não-governamental (ONG), as forças russas pretendem avançar sobre o “Cinturão de Fortalezas” até Slovyansk, Kramatorsk e Druzhkivka pelo este.
“As forças russas conduziram recentemente missões de infiltração a este e nordeste de Slovyansk, enquanto as forças ucranianas contra-atacaram na área para abrandar os avanços russos”, adiantou o relatório publicado na terça-feira.
Estas manobras, aliadas a operações desde o sul e sudoeste desta linha defensiva ucraniana, têm por objetivo circundar o “Cinturão de Fortalezas”, importante para repelir os avanços de Moscovo.
Em resposta, a Ucrânia lançou a “Operação Vivaldi”, na mesma região.
Na segunda-feira, o comandante do III Corpo do Exército ucraniano, Andrí Biletski, anunciou a recuperação de 176 quilómetros quadrados de território no norte da região de Donetsk.
De acordo com Biletski, a reconquista do território enquadrou-se no âmbito da “Operação Vivaldi”, na qual a Ucrânia terá infligido às forças russas cerca de “duas mil baixas e capturado 250 prisioneiros”.
Segundo o ISW, o Ministério da Defesa russo continua a negar os sucessos ucranianos da “Operação Vivaldi”, algo que “continua a alimentar as críticas de ultranacionalistas russos e dos ‘bloggers’ militares à cultura generalizada de mentira que impera nas forças armadas russas”.
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