“Estamos a reforçar a proteção dos nossos pontos fronteiriços com a Ucrânia”, afirmou Wladyslaw Kosiniak-Kamysz, nas redes sociais, referindo o aumento da “infraestrutura” utilizada pela Guarda Fronteiriça.
Kosiniak-Kamysz, que indicou que os militares do 18.º Regimento de Engenheiros já estão a trabalhar nisso, destacou que a decisão do Governo de Donald Tusk surge na sequência das ações da Rússia nos “últimos dias”, que “representam uma ameaça para a segurança de toda a Europa”.
As declarações daquele responsável governamental polaco surgem depois de um comboio com mais de 200 pessoas a bordo, segundo as autoridades ucranianas, ter sido atingido num ataque lançado no domingo contra um ponto do território ucraniano perto da fronteira com a Polónia, o que fez com que o primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, convocasse uma reunião de emergência do Gabinete de Segurança nesse mesmo dia.
O comboio circulava numa linha usada pouco antes por outro em que viajavam os ex-primeiros-ministros britânico e sueco Boris Johnson e Carl Bildt, juntamente com outros diplomatas europeus, depois de assistirem a uma conferência de segurança realizada na capital ucraniana, Kiev.
Na segunda-feira, o Governo russo rejeitou as acusações contra si por este ataque, que não deixou vítimas, garantindo que aquele foi lançado “exclusivamente contra instalações militares e o transporte militar e a infraestrutura logística utilizada pelo regime de Kiev, também no oeste da Ucrânia”, nas palavras da porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Maria Zajarova.

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Conselheiro de Vladimir Putin considera que a Polónia não está ciente do poderio militar russo e deixa aviso: Se a Polónia entrar em conflito militar com a Rússia “deixa de existir no espaço de dois ou três dias”
Andrea Pinto | 11:09 – 15/09/2026



