“O Estado de Israel não ficará de braços cruzados perante ameaças de destruição”, declarou Moshe Edri, referindo-se ao Irão e sublinhando: “A região – e o mundo inteiro – estarão mais seguros se o Irão não possuir um programa nuclear militar”.
“Agimos para garantir a nossa sobrevivência no passado e voltaremos a fazê-lo, se necessário”, acrescentou, segundo um comunicado do gabinete do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu.
No discurso proferido na conferência da agência especializada da ONU, o diretor-geral da CEAI abordou o papel negativo do Irão nos planos regional e global, enumerando “ações iranianas que minam a segurança e a estabilidade, tais como: ameaças de destruir Israel e de atacar países vizinhos e forças norte-americanas; um ataque real a instalações nucleares civis com recurso a drones; e o lançamento de morteiros e mísseis contra infraestruturas civis realizado através de grupos aliados”, como o movimento xiita libanês Hezbollah, o grupo islamita palestiniano Hamas e os rebeldes iemenitas Huthis.
Moshe Edri mencionou a resolução adotada há mais de um ano pelo Conselho de Governadores da AIEA constatando o incumprimento pelo Irão das suas obrigações de salvaguarda, e sustentou que “o Irão está a agravar ainda mais a situação ao impedir, há mais de um ano, o acesso dos inspetores da AIEA às instalações nucleares que deveriam ser verificadas”, em conformidade com o acordo de Teerão com a agência nuclear das Nações Unidas, “uma questão que levou o Conselho de Governadores a reportar o problema ao Conselho de Segurança da ONU”.
“O regime radical do Irão continua a desenvolver infraestruturas para a produção de mísseis ao mesmo tempo que tenta, simultaneamente, prosseguir o seu programa nuclear militar, em violação das resoluções do Conselho de Segurança da ONU”, alertou o responsável israelita.
Em relação à Síria, o diretor-geral da CEAI destacou o relatório da AIEA sobre as iniciativas sírias sob o regime de Bashar al-Assad (2000-2024) — incluindo a construção clandestina de um reator em Deir ez-Zor —, argumentando que este “prova que as declarações e ações do Estado de Israel contra o programa secreto de armas nucleares da Síria eram, de facto, corretas e fundamentadas”.
“Se Israel não tivesse atuado na altura contra o reator construído na Síria, o regime de Assad já possuiria, atualmente, capacidades nucleares militares”, observou.
Por ocasião do 70.º aniversário da agência nuclear da ONU, Moshe Edri felicitou-a e ao seu diretor-geral, Rafael Grossi, “pelas conquistas realizadas ao longo de sete décadas”, destacando igualmente “as numerosas e benéficas áreas de cooperação entre o Estado de Israel e a AIEA, com ênfase na segurança nuclear e nas aplicações pacíficas da energia nuclear”, indicou ainda o comunicado.
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