Só falta mesmo fechar os valores finais desta semana para saber quanto, mas já é certo que os preços dos combustíveis vão voltar a subir no início da próxima semana, apurou o Notícias ao Minuto junto de fonte do setor.
Com base nas cotações de fecho de terça-feira, as previsões apontavam para um acréscimo de três cêntimos no gasóleo e de cêntimo e meio na gasolina, segundo a SIC Notícias.
Porém, o aumento poderá ser bastante superior, já que o barril do Brent disparou, na quarta-feira, nos mercados internacionais. Os valores certos das previsões vão ser conhecidos amanhã.
A cotação do barril de Brent para entrega em setembro terminou, na quarta-feira, no mercado de futuros de Londres em alta de 5,20%, para os 78,02 dólares, depois de Donald Trump ter anunciado o fim do cessar-fogo com o Irão.
O petróleo do Mar do Norte, de referência na Europa, fechou a sessão no Intercontinental Exchange a cotar 3,86 dólares acima dos 74,16 com que encerrou as transações na terça-feira.
A subida do Brent corresponde à deterioração geopolítica, depois de Trump afirmar que o cessar-fogo tinha terminado, o que reavivou receios sobre eventuais interrupções nos fornecimentos do petróleo médio-oriental.
A analista Fawad Razaqzada, da Forex.com, considerou que as afirmações de Trump “aumentam o risco” de uma nova escalada e mais pressão sobre a oferta se o Irão voltar a encerrar o Estreito de Ormuz.
Ministra quer explicações sobre preços
A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, mostrou-se esta semana confiante de que o custo dos combustíveis vai continuar a descer, mas insistiu que o Governo quer perceber como são formados os preços.
“Temos esperança que os preços continuem a descer, se tudo correr bem a nível internacional, e queremos ver como é que se vai refletir no preço que as pessoas vão ter que pagar pela gasolina e pelo gasóleo”, afirmou.
Falando aos jornalistas à margem da assinatura de um protocolo, em Évora, a governante lembrou que o Governo pediu a instituições públicas ligadas ao setor “a clarificação e a transparência necessária” sobre a formação dos preços dos combustíveis.
“Para nós, mas essencialmente para mostrar às pessoas como é que o processo se efetua”, frisou.
A titular da pasta da Energia explicou que fez este pedido porque, “quando há um aumento [nos mercados internacionais], há um aumento rápido do preço dos combustíveis” e que “depois, quando diminui, demora mais a chegar ao bolso de cada um”.
Maria da Graça Carvalho assinalou que a Entidade Nacional para o Setor Energético (ENSE) já “indicou que há vários fatores extra, como o transporte, a inflação que aumentou desde que começou a crise até agora e o custo de matérias-primas que aumentaram”.
A ministra disse que vai também pedir à Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) “um estudo aprofundado” sobre a formação de preços, “principalmente na vertente da descida dos preços, para perceber o que é que se está a passar”.
Na semana passada, no parlamento, a ministra do Ambiente e Energia anunciou que o Governo pediu à ENSE para “olhar” para a evolução dos preços dos combustíveis, por considerar que estes não estavam a descer ao mesmo ritmo a que tinham subido.
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