Isto significa que aqueles 15 homens passarão o resto das suas vidas na cadeia.
O painel de três juízes do Tribunal Superior também ordenou que sejam confiscados os bens dos condenados.
O veredicto foi dado após um longo julgamento que durou quase cinco anos.
Os ataques que ocorreram a 21 de abril de 2019 visaram três igrejas e três hotéis em todo o país durante as celebrações da Páscoa.
Os atentados, inspirados pelo grupo Estado Islâmico, foram considerados como uns dos mais mortais na história do Sri Lanka.
Neles morreram 42 estrangeiros e comunidades em todo o país foram devastadas.
O painel de três juízes do Tribunal Superior proferiu o veredicto rodeado de forte segurança, com centenas de agentes da polícia destacados para o tribunal.
As autoridades apresentaram 23.270 acusações em 2021 contra 24 suspeitos acusados de planear ou inspirar aqueles ataques.
As acusações incluíam assassinato, conspiração para cometer terrorismo, e crimes com armas de fogo e explosivos ao abrigo da Lei de Prevenção do Terrorismo.
Nenhum daqueles que se acreditava ter participado diretamente nos ataques está vivo.
Dois grupos de militantes islâmicos baseados no Sri Lanka foram acusados de realizar os bombardeamentos.
A Igreja Católica do Sri Lanka alegou, sem apresentar provas, que aqueles identificados até agora como os perpetradores dos crimes não são os mentores por trás dos atentados, e que havia uma conspiração maior nestes ataques.
Um comité parlamentar descobriu que a polícia e os responsáveis pelos serviços de informação não agiram com base em repetidos avisos da inteligência sobre os ataques.
Em julho, um antigo chefe de polícia e um antigo alto funcionário do Ministério da Defesa também foram condenados à pena de morte por não terem atuado rapidamente perante os avisos de inteligência estrangeira sobre possíveis atentados.
O Sri Lanka não tem executado penas de morte desde 1976, o que significa que sentenças de morte normalmente resultam em prisão perpétua.
Após os atentados, surgiram alegações de que os atacantes tinham ligações com os serviços de inteligência do Estado do Sri Lanka.
Mas, o Ministério da Defesa do país negou qualquer envolvimento.
Em fevereiro, a polícia prendeu Suresh Salley, antigo chefe de inteligência e major-general reformado do exército, pela sua ligação com os atentados. O governo alegou que Salley, que continua detido, tinha conhecimento prévio dos ataques e conspirou ativamente para os realizar.
Salley era um destacado oficial de inteligência militar, creditado por ter desempenhado um papel importante na campanha que pôs fim à guerra civil do país em 2009.
Os atentados abalarem a ilha e reavivaram memórias do conflito de 26 anos com os Tigres de Libertação do Tamil Eelam, mais conhecidos como os Tigres Tâmiles, um grupo separatista que lutava para criar um estado independente para a minoria tâmil do Sri Lanka.
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