Um porta-voz do Ministério da Defesa britânico afirmou estar a “investigar relatos de um incidente no canal da Mancha”, ocorrido na terça-feira, sem registo de feridos ou danos.
Um iate registado no Reino Unido afirmou ter sido alvo de disparos por parte de um navio de guerra da marinha russa a sul da ilha de Wight, fora das águas territoriais britânicas.
A imprensa britânica noticiou que o navio russo é a fragata “Admiral Grigorovich”. Os navios de guerra russos que atravessam o canal da Mancha são rotineiramente acompanhados pela marinha britânica e o navio de patrulha “HMS Mersey” estava a monitorizar o navio russo no momento do incidente relatado.
O jornal Daily Telegraph indicou que a guarda costeira britânica recebeu esta manhã informação de uma embarcação civil com pavilhão britânico que navegava perto da fragata russa “Admiral Grigorovich”.
A embarcação britânica relatou que a fragata russa disparou tiros de aviso após as duas embarcações terem navegado muito próximas uma da outra no canal da Mancha, pelas 11:40.
Uma embarcação da marinha britânica visitou o iate, que continuou viagem pelo canal da Mancha, para recolher informações e verificar se os ocupantes se encontravam em segurança.
Segundo o jornal, o “Admiral Grigorovich”, um dos navios da frota russa do mar Negro tem estado presente perto das águas britânicas há algumas semanas, foi observado a escoltar petroleiros-sombra e a passar perto de um parque eólico ao largo da costa de Suffolk.
Dois navios de patrulha da marinha britânica, o “HMS Mersey” e o “HMS Tyne”, seguiram o navio pelo canal da Mancha na tarde de segunda-feira, antes de terem sido disparados os tiros de aviso.
O incidente ocorreu depois de o petroleiro-sombra russo “Smyrtos” ter sido intercetado na manhã de domingo por uma força de fuzileiros britânicos.
A Agência Nacional do Crime britânica (NCA, em inglês) indicou hoje que o cidadão indiano Ajay Pant, de 38 anos, capitão do navio “Smyrtos”, foi acusado de “fornecer ou entregar direta ou indiretamente por via marítima” petróleo proveniente da Rússia a um terceiro país, violando as sanções impostas à Rússia na sequência da invasão e guerra contra a Ucrânia.
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