O grupo embarcou numa lancha rápida na passada segunda-feira a partir de um porto da província de Banten, a cerca de 120 quilómetros a oeste da capital, Jacarta, mas o contacto com a tripulação perdeu-se rapidamente.
Entre os passageiros encontravam-se cinco jornalistas indonésios que trabalham para meios de comunicação locais e internacionais, como a agência de notícias pública indonésia Antara, a agência turca Anadolu e o portal de notícias local iNews.
Os jornalistas, acompanhados por dois membros da tripulação e um guia, tinham a intenção de fotografar e filmar as erupções do vulcão Anak Krakatau, que provocaram o encerramento de vários aeroportos há uma semana.
“Os resultados da operação de busca e salvamento, que entra hoje no sétimo dia (…), continuam a ser nulos”, declarou aos jornalistas o chefe da agência local de busca e salvamento, Al Amrad.
“Vamos continuar as buscas durante os próximos três dias”, acrescentou, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).
O corpo de um homem foi encontrado na ilha de Enggano, a mais de 350 quilómetros do vulcão.
As autoridades aguardam os resultados das análises para determinar se se trata de uma das oito pessoas dadas como desaparecidas, disse o porta-voz da polícia local, Maruli Ahiles Hutapea.
Foram mobilizados navios rápidos de busca e salvamento, embarcações pneumáticas e drones para tentar o grupo que integrava os jornalistas.
Os acidentes marítimos são frequentes na Indonésia, um vasto arquipélago do Sudeste Asiático composto por 17.000 ilhas, devido, nomeadamente, a normas de segurança pouco respeitadas e a condições meteorológicas por vezes adversas.
Um ‘ferry’ que fazia a ligação entre as ilhas de Java e Bornéu virou-se em pleno mar no sábado, com um balanço provisório de seis mortos, 129 desaparecidos e 108 pessoas resgatadas.
As buscas foram retomadas hoje de manhã para tentar salvar as 129 pessoas dadas como desaparecidas, anunciaram os serviços de socorro.
As autoridades mobilizaram cinco aeronaves e 17 navios, incluindo embarcações de guerra, para participar nas operações de busca, disse o chefe da Agência Nacional de Busca e Salvamento, Mohammad Syafii.
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