Numa reunião com Rubio em Washington, Salam destacou a “importância de definir um calendário claro para aplicar os compromissos previstos no acordo-quadro, garantindo avanços nas áreas da retirada israelita, extensão da autoridade do Estado e exclusividade do controlo de armas”, segundo um comunicado do gabinete do primeiro-ministro libanês.
Ao mesmo tempo, solicitou a criação de um “mecanismo de verificação fiável para supervisionar a aplicação e garantir o cumprimento dos compromissos, evitando que a falta de aplicação seja utilizada como pretexto para bloquear o processo”.
O chefe do executivo de Beirute sublinhou ao chefe da diplomacia norte-americana a necessidade de se passar para uma “fase de ativação do mecanismo tripartido e de tradução dos princípios da reciprocidade em medidas práticas e resultados concretos no terreno, que conduzam à recuperação da plena soberania do Líbano, à retirada total de Israel dos territórios libaneses e ao monopólio das armas nas mãos do Estado em todo o território”.
No acordo-quadro assinado em junho, Israel comprometeu-se a retirar gradualmente as suas tropas das zonas invadidas no sul do Líbano, desde que o movimento xiita libanês Hezbollah seja desarmado no contexto da guerra.
No entanto, no domingo, o líder do Hezbollah, Naim Qassem, reafirmou que o grupo não desarmará até que as tropas de Israel retirem das zonas que ocupam no sul do Líbano, no âmbito da sua ofensiva terrestre iniciada após o início da guerra com o país, a 02 de março último.
A guerra no Líbano eclodiu a 02 de março, depois de o Hezbollah ter lançado ataques contra Israel em solidariedade com o Irão, na sequência da ofensiva norte-americana e israelita contra a República Islâmica, iniciada a 28 de fevereiro.
O novo conflito com Israel provocou no Líbano a morte de mais de 4.300 pessoas e gerou mais de um milhão de deslocados.
Após a reunião com Rubio, o primeiro-ministro libanês sublinhou igualmente que o quadro tripartido “não se limita aos acordos de segurança”, mas inclui também o apoio à “ajuda, recuperação e reconstrução, reabilitação de infraestruturas e serviços básicos, bem como a criação das condições necessárias para o regresso dos deslocados e a sua instalação nas zonas de origem”.
Salam aproveitou, assim, a oportunidade para pedir a mobilização dos Estados Unidos (EUA) e da comunidade internacional para apoiar este regresso e a recuperação do país, sobretudo nas zonas afetadas pela guerra.
Por seu lado, Rubio afirmou, segundo o comunicado libanês, o “compromisso dos Estados Unidos de apoiar o Líbano e as suas instituições legítimas, bem como de continuar a apoiar o Exército libanês e a reforçar as suas capacidades”, ao mesmo tempo que “salientou a importância de avançar na aplicação do quadro tripartido para alcançar a estabilidade e a segurança” na região.
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