O parlamento declarou que a decisão, adotada numa sessão virtual presidida pelo presidente do parlamento, Sultan al-Barakani, autoriza a “mobilização geral” ao abrigo da Constituição e das leis do país, uma medida que entra em vigor imediatamente e permanecerá em vigor até que cessem os motivos da mobilização.
Na sua declaração, Al-Barakani apelou às forças políticas iemenitas para porem de lado as divergências e se juntarem à coligação árabe liderada pela Arábia Saudita, em referência aos separatistas do sul do Iémen.
O parlamento iemenita afirmou que esta decisão de permitir a mobilização geral reflete a responsabilidade face ao que descreveu como “riscos graves decorrentes da guerra com os Hutis, incluindo ameaças à vida, aos bens, à segurança e à estabilidade dos iemenitas”.
O Presidente iemenita, Rashad al-Alimi, Rashad al Alimi, afirmou, momentos após a aprovação pelo parlamento, que as forças governamentais recuperaram a iniciativa militar em várias frentes contra os rebeldes xiitas hutis e ordenou às autoridades que acelerassem a implementação da “mobilização geral”.
Al-Alimi, que falou desde Riade durante uma reunião com ministros, governadores e comandantes militares e de segurança, elogiou o que descreveu como a “dissuasão decisiva” das Forças Armadas, segundo a televisão estatal iemenita.
O chefe de Estado indicou que as últimas operações do exército são “apenas o começo” e que as forças governamentais mantêm capacidades e opções militares adicionais, ao mesmo tempo que culpou os rebeldes Hutis pela escalada do conflito e os acusou de enviar mais iemenitas para o combate.
Al-Alimi exortou também os residentes das zonas controladas pelos rebeldes xiitas a não permitirem que os seus filhos fossem enviados para a linha da frente, ao mesmo tempo que afirmou que a iniciativa “Regresso Seguro” oferecia garantias constitucionais e legais àqueles que abandonassem os Hutis e deixassem de trabalhar ou lutar para eles.
O Presidente iemenita agradeceu ao parlamento por aprovar rapidamente o pedido de mobilização e afirmou que a sua resposta demonstrava aquilo que descreveu como as responsabilidades constitucionais e nacionais do poder legislativo na fase atual.
Na sexta-feira, Al-Alimi pediu uma “mobilização geral” dos cidadãos para integrarem o exército, combater os rebeldes Hutis e assumir o controlo de todo o país, incluindo a capital, Sana, sob controlo dos insurgentes.
O chefe de Estado do governo iemenita reconhecido internacionalmente ofereceu também uma amnistia, a partir do passado sábado, para os rebeldes apoiados pelo Irão que abandonassem esse movimento xiita e se juntem às fileiras do exército.
Horas antes do anúncio de Al-Alimi, o Financial Times noticiou que os Hutis comprometeram-se a não atacar navios europeus.
Segundo o jornal, citando duas fontes europeias, os Hutis enviaram uma carta com este compromisso em 10 de setembro, dirigida ao Serviço Europeu para a Ação Externa da União Europeia.
Os Hutis fizeram uma promessa semelhante aos Estados Unidos, confirmada pelo Presidente norte-americano, que se tem recusado a intervir militarmente contra os rebeldes.
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