O ministério público disse à agência de notícias francesa AFP que Mounir Limouri, membro do Partido Autenticidade e Modernidade (PAM), que ficou à frente nas eleições, foi detido à sua chegada ao aeroporto de Tânger vindo de Espanha.
O autarca foi “colocado em prisão preventiva no âmbito da investigação sobre suspeitas de fraude eleitoral”, disse hoje à noite uma fonte judicial à agência de notícias francesa AFP. Segundo vários meios de comunicação, Mounir Limouri foi alvo de um mandado de detenção.
Outras cinco pessoas, incluindo dois responsáveis por supervisionar as operações eleitorais em mesas de voto de Tânger, estão a ser processadas e foram colocadas em prisão preventiva, adiantou a mesma fonte.
O Ministério do Interior anunciou, por sua vez, a abertura de uma investigação administrativa sobre essas alegações de fraude.
A coligação no poder em Marrocos ganhou amplamente as eleições legislativas de quarta-feira passada, mas o escrutínio foi marcado por uma taxa de participação muito baixa (38,02%), a mais baixa em vinte anos, e por acusações de manipulação dos boletins de voto em Tânger.
O PAM conquistou 97 dos 395 assentos da Câmara dos Representantes, enquanto o Rassemblement national des indépendants (RNI) ficou em segundo lugar com 66 assentos.
O rei de Marrocos deverá nomear em breve um novo primeiro-ministro do PAM.
Fouzi Lekjaa – atual ministro delegado responsável pelo Orçamento e mais conhecido pelas suas funções como presidente da Federação Real Marroquina de Futebol – é um dos favoritos para o cargo.
No entanto, Fatima Ezzahra El Mansouri, coordenadora nacional do PAM, ministra do Ordenamento do Território e presidente da Câmara de Marrakech, também poderá ser nomeada. Se este fosse o nome escolhido Fatima Ezzahra El Mansouri seria, assim, a primeira mulher chefe do governo em Marrocos.
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