Pedro Pinto falava aos jornalistas na Assembleia da República, acompanhado dos deputados Manuela Tender, Rui Afonso e Eduardo Teixeira, no final de uma reunião com os ministros das Finanças e dos Assuntos Parlamentares sobre o Orçamento do Estado para o próximo ano.
O dirigente do Chega indicou que o Governo prevê um crescimento económico de “2% para o próximo ano, na senda daquilo que tem acontecido nos últimos anos, e procura também ter um superavit para o ano que vem de 0,2%”.
Pedro Pinto referiu também que “o Governo diz que tem uma margem, provavelmente de 100 milhões” e recusou baixar impostos.
Nesta primeira reunião com o Governo sobre o Orçamento do Estado para o próximo ano, o deputado do Chega diz ter ficado “extremamente preocupado” e apontou críticas.
“Aquilo que percebemos é que vai ser um orçamento zero, um orçamento sem medidas para a população, um orçamento que foi mais ou menos a base do orçamento para 2026, ou seja, um orçamento que não baixa impostos. Nós questionámos inclusive se havia alguma possibilidade de baixar os impostos sobre os combustíveis […] e aquilo que percebemos é que este Governo não quer baixar esses impostos, não quer baixar os impostos nem dos combustíveis, nem do nível da restauração, ou seja, tudo o que seja baixar impostos às pessoas para melhorar a vida das pessoas, Joaquim Miranda Sarmento não quer fazer”, criticou.
O líder parlamentar do Chega indicou também que o partido vai apresentar propostas de alteração ao documento do Governo e vai insistir na descida do IVA dos combustíveis e na isenção deste imposto para um conjunto de bens alimentares essenciais.
Questionado como é que o Chega votará o documento na generalidade, o dirigente recusou adiantar o sentido de voto.
Ainda de acordo com Pedro Pinto a proposta será apresentada pelo Governo na Assembleia da República no dia 09 de outubro.
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