Entre tais zonas, incluem-se os territórios ocupados da Faixa de Gaza, do sul do Líbano e da Síria.
“Serão instaladas centenas de centros de votação em unidades e bases. Estamos a fornecer soluções para que os militares destacados nas zonas operacionais possam votar”, precisou o comunicado militar, referindo-se, embora sem mencionar diretamente, aos territórios em que Israel mantém estacionadas tropas e artilharia.
As Forças Armadas estão a preparar-se para que “todo o pessoal militar no ativo, tanto regular como na reserva, possa exercer o seu direito de voto”, acrescentou um porta-voz militar na nota de imprensa.
O Exército israelita ocupou no Líbano uma área de aproximadamente 600 quilómetros quadrados, em alguns pontos a mais de 12 quilómetros da fronteira, onde construiu sete novas bases e dezenas de quilómetros de estradas, segundo informações publicadas na quarta-feira pelo diário Haaretz, com base em visitas ao terreno e imagens de satélite.
Na Faixa de Gaza, o mesmo jornal noticiou em março que Israel tinha construído, desde o cessar-fogo de outubro de 2025, pelo menos sete novas bases militares ao longo da chamada “linha amarela”, além de pavimentar estradas e erguer, mais recentemente, uma nova barreira de areia, ocupando ainda mais território.
Há alguns dias, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, reiterou que o Exército não retirará da Faixa de Gaza até que o movimento islamita palestiniano Hamas entregue todas as suas armas.
“Mantenho-me firme quanto aos nossos interesses em matéria de segurança. Não retiraremos das nossas atuais posições até que o Hamas esteja totalmente desarmado”, declarou Netanyahu, num vídeo publicado nas suas contas oficiais das redes sociais Facebook e TikTok.
Em junho, Benjamin Netanyahu anunciou que era candidato as eleições legislativas, com a ambição de conquistar um quarto mandato enquanto primeiro-ministro.
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