“Estas medidas visam entidades públicas, empresas militares e responsáveis do Ministério das Forças Armadas Revolucionárias (MINFAR) envolvidos na cooperação militar com o estrangeiro e na aquisição de equipamento militar destinado ao regime cubano”, declarou o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, num comunicado.
Entre as outras pessoas visadas por estas sanções encontram-se o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas cubanas, os responsáveis pelos serviços de relações externas e assuntos económicos do exército.
As entidades visadas pelas medidas sancionatórias de Washington são suspeitas de ajudar Cuba a adquirir armas junto de países considerados adversários dos Estados Unidos, nomeadamente a China e a Rússia, segundo o Departamento de Estado norte-americano.
As entidades são a Empresa Cubana Importadora y Exportadora de Produtos Técnicos (TECNOIMPORT), a Sociedad Mercantil Duna SA, a Unión de Industria Militar (UIM), a Empresa Militar Industrial Yuri Gagarin e a TECNOTEX.
Muitas das pessoas sancionadas a título pessoal são líderes das respetivas entidades.
Estas sanções surgem na sequência do relatório do Departamento de Estado publicado a 20 de julho, que acusa Cuba de “utilizar o seu aparelho militar e os seus serviços de informações para espionar os Estados Unidos, prestar apoio material a radicais violentos e a grupos terroristas, (…) servindo simultaneamente de base de retaguarda a outros adversários dos Estados Unidos, tais como a Rússia, a China e o Irão, para conduzir operações contra os Estados Unidos”.
As relações entre Havana e Washington deterioram-se significativamente após a captura por parte dos Estados Unidos do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro.
Os Estados Unidos impuseram um bloqueio petrolífero à ilha caribenha, decretaram novas sanções contra empresas e dirigentes cubanos e acusaram o ex-presidente Raúl Castro, irmão do falecido líder histórico Fidel Castro, num caso que remonta a 1996.
Ao mesmo tempo, Washington trava uma batalha ideológica com o regime cubano, na qual Marco Rubio tem assumido um papel de destaque, criticando veementemente o comunismo e o alegado apoio de Havana a movimentos extremistas de esquerda, inclusive nos Estados Unidos.
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