A Administração Federal de Aviação (FAA) dos Estados Unidos avançou, esta quarta-feira, que o helicóptero militar que transportava o presidente Donald Trump, na terça-feira, esteve demasiado próximo de um avião de passageiros que partia do Aeroporto Nacional Ronald Reagan de Washington durante breves instantes.
“Com base na nossa análise preliminar de segurança, verificou-se uma perda momentânea de separação, após a qual as aeronaves continuaram a afastar-se uma da outra”, disse o organismo, citado pela agência Reuters.
A FAA ressalvou, ainda assim, que “o controlador de tráfego aéreo esteve em contacto tanto com o piloto comercial como com o piloto do Marine One durante a perda de separação”, e que ambas as aeronaves aterraram sem incidentes.
O Marine One descolou da Casa Branca na tarde de terça-feira, por volta das 14h33 (19h33 em Lisboa), com destino à Base Conjunta de Andrews, para uma viagem a Los Angeles.
Uma fonte revelou à Reuters que o voo Envoy Air 3742 – um jato regional E170 com destino a Pensacola, na Florida – partiu às 14h34 e esteve envolvido no incidente com o Marine One. A Envoy é uma subsidiária integral da American Airlines (AA), que ainda não se pronunciou.
Segundo disseram duas fontes àquele meio, os controladores de tráfego aéreo não suspenderam os voos comerciais no Aeroporto Nacional Ronald Reagan de Washington, conforme exigido por uma lei estabelecida no ano passado, na sequência de um acidente entre um helicóptero militar e um avião comercial, que matou 67 pessoas, em janeiro de 2025.
As regras da FAA ditam que, nas imediações dos aeroportos, as aeronaves devem manter-se separadas por, pelo menos, 1,5 milhas (cerca de 2,41 quilómetros) na horizontal e 500 pés (cerca de 152,4 metros) na vertical.
Outro voo regional – Republic 4700 – encontrava-se a cinco quilómetros do aeroporto no momento do incidente e foi redirecionado por precaução, disse uma fonte à Reuters.
A Reuters apurou ainda que a FAA planeia convocar uma equipa de análise de segurança para investigar o caso.
A presidente do Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB), Jennifer Homendy, indicou à Reuters que a agência também está a considerar a abertura de uma investigação, esta quarta-feira.
“Estamos a recolher mais informações. Os nossos especialistas em controlo de tráfego aéreo estão a analisar as informações de que já dispõem e as que irão recolher para determinar se devemos abrir uma investigação”, apontou.
Além das restrições de tráfego, a FAA proibiu também o recurso à separação visual para gerir o tráfego de helicópteros perto dos principais aeroportos, em março.
O controlo de tráfego aéreo da FAA é normalmente notificado com três minutos de antecedência da partida do Marine One, para interromper o tráfego a partir do Aeroporto Nacional Ronald Reagan de Washington.
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