“Trata-se de um acontecimento histórico para o nosso país e para todos os argentinos”, afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros, Pablo Quirno, numa conferência de imprensa, congratulando-se com a primeira visita de um Papa à Argentina em quase quatro décadas.
O antecessor de Leão XIV, o Papa Francisco, que era argentino e que foi eleito em março de 2013, morreu em abril de 2025 sem ter regressado à sua terra natal.
Durante a sua digressão pela América Latina, com duração de 12 dias, de 06 a 17 de novembro, Leão XIV visitará dez cidades da Argentina, do Uruguai e do Peru.
Segundo Quirno, na Argentina, o Papa deslocar-se-á a Buenos Aires, bem como a Luján, um centro de peregrinação situado a 70 quilómetros da capital, e a Córdoba, na província com o mesmo nome, no centro do país.
O ministro argentino precisou que a Santa Sé solicitou discrição sobre o processo iniciado em fevereiro com o convite dirigido ao Papa pelo Governo argentino.
“Começa uma nova fase de trabalho. Nas próximas semanas, iremos coordenar com a Santa Sé a logística, a segurança, o protocolo, o transporte e a organização geral”, acrescentou, anunciando que o Governo aprovará um decreto para declarar esta visita “de interesse nacional”.
Durante a sua estadia, o Papa reunir-se-á com Javier Milei, segundo o chefe da diplomacia argentina.
Leão XIV tem uma ligação especial com a América Latina e sobretudo com o Peru onde viveu e foi missionário durante 20 anos.
Na sua visita ao Peru, o Papa pretende deslocar-se à cidade de Chiclayo, onde foi bispo.
Esta é a segunda viagem anunciada pelo Vaticano para este ano, já que o Papa também pretende ir a França, em 2026, onde deverá visitar a sede da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) e a Catedral de Notre-Dame, em Paris.
Desde que foi eleito Papa, em maio do ano passado, o antigo cardeal Robert Francis Prevost já fez quatro viagens apostólicas internacionais.
A primeira, no final de 2025, foi à Turquia e Líbano, tendo-se focado no diálogo ecuménico e na paz no Médio Oriente.
A seguir, o Papa visitou o Mónaco, em março passado, e um mês depois fez a sua viagem mais longa até agora, passando 10 dias em África, onde visitou nomeadamente Angola, Argélia, Camarões e Guiné Equatorial.
Em junho, esteve em Espanha, entre os dias 06 a 12, onde passou por Madrid, Barcelona e pelas Ilhas Canárias.
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