Nos anos anteriores, houve um suplemento extraordinário pago aos pensionistas que recebem reformas mais baixas e a medida está prevista também para 2026, mas só se as contas públicas permitirem.
O que se sabe até agora?
Em abril, recorde-se, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, considerou que ainda era “cedo” para um aumento permanente das pensões mais baixas, admitindo um novo suplemento extraordinário se as finanças públicas permitirem, em resposta ao secretário-geral do PS, no debate quinzenal.
De recordar que, em novembro de 2025, o Parlamento aprovou na especialidade a proposta do PSD e CDS-PP para que o Governo volte a pagar em 2026 suplemento extraordinário das pensões mais baixas, em função da evolução das contas públicas.

Aumento de pensões? “É cedo”, mas suplemento é possível se houver margem
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, considerou hoje que “é cedo” para um aumento permanente das pensões mais baixas, admitindo um novo suplemento extraordinário se as finanças públicas permitirem, em resposta ao secretário-geral do PS, no debate quinzenal.
Lusa | 16:39 – 29/04/2026
A iniciativa de alteração à proposta do Orçamento do Estado para 2026 (OE2026) foi aprovada com os votos a favor do PSD, CDS-PP, Chega e PAN, recebeu o voto contra da IL e contou com a abstenção do PS, Livre, PCP e BE.
Com a aprovação, o Governo ficou vinculado a proceder, este ano, “ao pagamento de um suplemento extraordinário das pensões, em função da evolução da execução orçamental e das respetivas tendências em termos de receita e de despesa”.
Em 2025, refira-se, os pensionistas com reformas mais baixas, até 1.567,5 euros, receberam um valor extra durante um mês, em setembro, 100, 150 ou 200 euros, em função do montante da pensão.
De recordar que, em 2024, o anúncio foi feito em agosto e o pagamento ocorreu em outubro. Depois, em 2025, o anúncio foi feito em julho e o pagamento em setembro.
Como está a economia?
O jornal Expresso noticiou recentemente que o Governo tem repetido que o bónus aos pensionistas “é difícil”, mas “não é impossível”, citando o Executivo, revelando que as contas públicas melhoraram, mas pode não ser o suficiente.
Fonte do Governo disse ao semanário que, “do ponto de vista do crescimento económico vai ser um ano melhor que o esperado por todas as entidades (BdP, CFP, Comissão Europeia, FMI e OCDE)”, mas admitiu também que os impactos da situação internacional, em particular a guerra no Irão, e da despesa para fazer face aos prejuízos das tempestades, continuam a preocupar.
Certo é que, há uma semana, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, desvalorizou os números da dívida, acrescentando que os resultados vão “surpreender” no final do ano.
“Quando chegarmos ao fim do ano voltaremos nesse domínio, como no crescimento da economia, como no saldo orçamental, a surpreender muitos daqueles que cá estão ou nos veem de fora com os nossos resultados”, rematou.

“Não nos assustemos com números da dívida”. Resultados vão “surpreender”
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, desvalorizou hoje em Torres Vedras os números da dívida, divulgados na segunda-feira, acrescentando que os resultados vão “surpreender” no final do ano.
Lusa | 14:32 – 04/08/2026
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