“Desde o início da recente escalada do conflito no Iémen e até ao momento do lançamento deste apelo, mais de 2.776 pessoas tinham chegado à região de Obock até 16 de setembro. Este número continua a aumentar com a chegada de novos refugiados”, afirmaram o Governo do Djibuti e a ONU num comunicado conjunto, citado hoje pela agência de notícias EFE.
Segundo a nota, publicada na noite de quarta-feira pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação Internacional do Djibuti, “continuam a ser realizadas operações de receção e registo para identificar as necessidades e encaminhar as pessoas para a assistência adequada”.
No entanto, o rápido fluxo de refugiados exerce uma “pressão significativa” sobre a capacidade existente na região de Obock (norte) e no campo de Markazi, situado perto da cidade de Obock.
“O Djibuti mantém o seu firme compromisso de acolher e proteger aqueles que foram forçados a fugir do conflito. Dada a rápida evolução das necessidades, a solidariedade internacional é essencial para apoiar os esforços do país e das comunidades de acolhimento”, declarou o ministro dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação Internacional do Djibuti, Abdoulkader Houssein Omar.
Assim, o Governo do Djibuti e a ONU instaram os parceiros e doadores a aumentar o seu apoio para “satisfazer as necessidades imediatas e ampliar a capacidade de acolhimento e assistência”.
As prioridades incluem o alojamento, a água e o saneamento, a assistência alimentar, a saúde, a proteção, os artigos de primeira necessidade e a capacidade logística, garantindo, ao mesmo tempo, o apoio às comunidades de acolhimento.
O Djibuti já acolhe uma população significativa de refugiados e requerentes de asilo. Segundo dados da Agência da ONU para os Refugiados (ACNUR) de março de 2026, residiam no país mais de 36.000 refugiados e requerentes de asilo registados, provenientes sobretudo da Somália, da Etiópia e do Iémen.
Na última semana, os rebeldes Huthis – grupo pró-iranianos – obtiveram avanços importantes na costa iemenita do mar Vermelho e controlam o estreito de Bab el-Mandeb, uma via marítima comercial de vital importância que ganhou ainda mais relevância após o bloqueio do estreito de Ormuz devido à guerra do Irão.
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