Também dezenas de recordes de temperatura podem ser batidos, segundo os serviços meteorológicos americanos (NWS), ultrapassando os 38°C, e até os 45°C de sensação térmica devido à elevada humidade em alguns locais.
Esta onda de calor surge enquanto o país se prepara para celebrar os 250 anos da Declaração de Independência e acolhe a Campeonato do Mundo de futebol com o Canadá e o México.
No país, a maioria dos edifícios está equipada com sistemas de ar condicionado e de arrefecimento.
Chicago, a terceira cidade mais populosa dos Estados Unidos, anunciou a abertura de centros de refresco e o envio de funcionários municipais para apoiar as populações mais vulneráveis.
Em Nova Iorque, a câmara lançou um plano de calor “sem precedentes”, histórico”, incluindo carrinhas para levar água aos habitantes, bem como estações de refresco pop-up equipadas com nebulizadores e toalhas refrescantes.
Segundo as previsões, espera-se que o termómetro se mantenha cerca dos 38°C na capital Washington entre quinta-feira e sábado, feriado nacional, durante o qual os organizadores das celebrações garantiram que terá lugar o maior espetáculo de fogo de artifício da história.
Mais de 60 milhões de pessoas estão a ser afetadas por esta vaga de calor, segundo o NWS.
As agências de saúde alertaram o público para os sinais de doenças relacionadas com o calor, que vão desde cólicas e exaustão até golpes de calor potencialmente fatais.
As mortes de crianças trancadas em carros sobreaquecidos também são motivo de preocupação: nove casos já foram registados desde o início do ano nos Estados Unidos, sendo a média anual de 37, segundo o Conselho de Segurança Nacional.
Em todo o mundo, as ondas de calor estão a tornar-se mais intensas e mais frequentes devido às alterações climáticas, causadas principalmente pela queima de carvão, petróleo e gás.
A vaga de calor histórica que atingiu grande parte da Europa é um exemplo disso.
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