O crude do Mar do Norte, de referência na Europa, fechou a sessão no mercado de futuros do Intercontinental Exchange de Londres a cotar 1,45 dólares acima dos 87,07 dólares com que encerrou as transações na quinta-feira.
O Brent retomou a sua tendência de subida, que mantinha há cinco dias consecutivos e que só foi interrompida na quinta-feira.
Durante a semana, o Brent caiu para 83,34 dólares na segunda-feira e, depois, atingiu um máximo de 90 dólares no dia seguinte, nível que repetiu na quarta-feira.
Segundo os analistas, a flutuação deve-se sobretudo à situação instável na região do Golfo Pérsico e aos seus efeitos no fornecimento de crude.
Dois navios da companhia petrolífera dos Emirados Árabes Unidos ADNOC foram atacados na última noite quando transitavam pelo estreito de Ormuz, sem causar vítimas, segundo o governo emirati, que responsabilizou o Irão pelo ataque.
O ataque ocorreu depois de o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, ter declarado na quinta-feira que Washington vai “implementar medidas [contra o Irão] sem precedentes na história do isolamento económico de um país”.
“Será uma combinação de isolamento económico e do bloqueio contínuo do Estreito de Ormuz, que impedirá a entrada e saída de qualquer coisa dos portos iranianos”, detalhou.
O Irão declarou encerrado o estreito de Ormuz em meados de julho, após o retomar dos ataques aéreos dos Estados Unidos contra o seu território a sul, aos quais a República Islâmica respondeu atacando alvos norte-americanos noutros países do Médio Oriente.
Teerão exige que os Estados Unidos terminem a guerra, suspendam o bloqueio aos seus portos e navios e permitam a venda do seu petróleo nos mercados internacionais em troca da reabertura do estreito.
Leia Também: Cotação do Brent mantém-se estável e abaixo dos 89 dólares



