Em Portugal, o número médio de quartos tem diminuído na maioria dos municípios, revela uma análise divulgada pelo Banco de Portugal (BdP), esta sexta-feira.
“As tipologias habitacionais são uma das dimensões da eficiência na utilização do solo, assim como o número de pisos do edificado. O ajustamento nestas dimensões é necessariamente gradual, dada a rigidez do parque edificado”, pode ler-se no comunicado do BdP sobre o tema.
Ora, “em Portugal, as habitações com três quartos (T3) mantiveram-se como a tipologia dominante (representando cerca de metade dos fogos concluídos no período de 2011 a 2024), embora com uma redução gradual do seu peso“.
“Mais recentemente, os estúdios (T0) e as habitações até dois quartos (T2) ganharam expressão, sobretudo em Lisboa, Porto e alguns municípios do Algarve e do Baixo Alentejo”, pode ainda ler-se.
Número médio de quartos tem vindo a cair
Ao que indica a análise divulgada pelo BdP, “verificou-se uma diminuição do número médio de quartos na maioria dos municípios entre 2011–2013 e 2022–2024, em linha com o aumento de agregados unipessoais, a maior mobilidade e a crescente procura de arrendamento urbano“.
Mais: “A redução foi expressiva em municípios dos Açores, do interior do continente, mas também em Lisboa e, principalmente, no Porto“.
Esta análise, refira-se, foi preparada por Nuno Alves, João Amador, Beatriz Amorim, João Bonito Gomes, Cristina Manteu, António Santos e Carlos Santos.
“As análises, opiniões e resultados expressos neste espaço são da exclusiva responsabilidade dos autores e não coincidem necessariamente com os do Banco de Portugal ou do Eurosistema”, conclui o BdP.
Quase certo que senhorios poderão subir rendas em 2027: O que já se sabe
Já é quase certo: os senhorios vão poder aumentar os valores das rendas em 2027. As estimativas provisórias apontam para um acréscimo na ordem de 2,5%, mas o valor fechado só será conhecido no final deste mês.

Quase certo que senhorios poderão subir rendas em 2027: O que já se sabe
As estimativas provisórias apontam para um acréscimo na ordem de 2,5%, mas o valor fechado só será conhecido no final deste mês. Confira as regras.
Notícias ao Minuto | 07:34 – 13/08/2026
Este número será divulgado quando o Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgar a variação média do índice de preços nos últimos 12 meses até agosto, excluindo a habitação, valor que serve de base ao coeficiente utilizado para a atualização anual das rendas para o próximo ano ao abrigo do Novo Regime do Arrendamento Urbano (NRAU).
Até julho, refira-se, essa taxa está nos 2,5%, de acordo com os dados do INE divulgados na quarta-feira. De sublinhar que este valor ainda não é definitivo, mas já dá para ter uma ideia do que podem esperar os inquilinos.
O valor efetivo de atualização das rendas será depois publicado em Diário da República até 30 de outubro.
Só após a publicação em Diário da República é que os proprietários poderão anunciar aos inquilinos o aumento da renda, sendo que a subida só poderá efetivamente ocorrer 30 dias depois deste aviso.
Leia Também: Quase certo que senhorios poderão subir rendas em 2027: O que já se sabe



