“A Alemanha estenderá sempre a mão a uma cooperação aprofundada e baseada na confiança com a França, independentemente da decisão dos eleitores dos nossos dois países”, afirmou Merz, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).
Merz foi questionado pelos jornalistas sobre uma eventual cooperação com Le Pen no final de um conselho de ministros franco-alemão realizado em Bruhl, perto de Colónia, no oeste da Alemanha, dedicado à defesa europeia.
Emmanuel Macron copresidiu com Merz pela última vez à reunião do órgão estratégico bilateral para coordenar políticas de defesa, segurança e integração militar, dado que vai cessar funções como Presidente dentro de menos de um ano.
“Emmanuel Macron não poderá ser o próximo Presidente francês, mas parto do princípio de que qualquer sucessor ou sucessora se guiará precisamente pelo que for o correto e o necessário no interesse dos nossos países”, declarou Merz.
A seu lado, Macron mostrou-se convencido de que todas as decisões tomadas nos últimos compromissos internacionais pelos dois países eram necessárias para garantir a segurança, a prosperidade e a paz.
“Trabalhamos pela nossa população, trabalhamos pelos nossos países, e fazemo-lo sem ter em conta os nossos interesses pessoais”, afirmou, também citado pela agência espanhola EFE.
“A melhor agenda é aquela que possamos realizar o mais rapidamente possível e da forma mais eficaz possível. Com este espírito trabalhamos juntos”, acrescentou o líder francês.
Marine Le Pen, que foi condenada a um ano de prisão com possibilidade de uso de pulseira eletrónica por desvio de fundos públicos europeus, anunciou, mesmo assim, que se vai candidatar e surge à frente nas sondagens.
São apontados como possíveis concorrentes de Le Pen na primeira volta, em 18 de abril, Édouard Philippe e Gabriel Attal, antigos primeiros-ministros de Macron, e o líder do partido de esquerda França Insubmissa (LFI), Jean-Luc Mélenchon.
Macron, que está impedido de concorrer por já ter cumprido dois mandatos de cinco anos, desde 14 de maio de 2017, recomendou que não se confie demasiado nas sondagens, e mais no povo francês.
“Muitas das pessoas que já tinham sido escolhidas em julho de 2016 não foram necessariamente as mesmas que assumiram efetivamente o cargo em maio de 2017”, respondeu ao ser questionado hoje sobre as sondagens favoráveis a Le Pen, que derrotou na altura.
“Portanto, a minha modesta observação seria: em 02 de maio de 2027 haverá eleições. E eu acrescentaria: confiem no povo francês, não prognostiquem sempre o pior, mas esperem o melhor e confiem no melhor”, afirmou.
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