“Nunca é suficiente. Nenhum país que tenha contas equilibradas tem dinheiro suficiente para apoiar uma situação de guerra. É a situação em que nós estamos. O país não está em guerra, mas está a sofrer consequências da guerra”, considerou hoje Castro Almeida.
O ministro, que falava à margem de uma visita ao Coliseu do Porto, tinha sido questionado se a descida do IRS até ao 6.º escalão e o bónus para pensionistas, anunciados na terça-feira, seriam suficientes para ajudar a mitigar o aumento de custa de vida.
“Num ano que era particularmente exigente, onde o Governo admitia não ter nenhum saldo orçamental, afinal o que o ministro das Finanças vem dizer é que íamos ter um saldo orçamental que permite alocar mais 800 milhões de euros de despesa pública e mesmo assim continuar com as contas positivas”, acrescentou.
O governante respondeu ainda às críticas do secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, que acusou o Governo de estar a lucrar com a crise dos combustíveis, garantindo que o Estado “não está a ganhar com a guerra”, explicando que o que recebem mais em IVA está a ser compensado “diminuindo o valor do ISP”.
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