Os preços dos combustíveis vão baixar na próxima segunda-feira, pela segunda semana consecutiva, tal como o Notícias ao Minuto tinha já antecipado. Segundo fonte do setor, as estimativas provisórias apontam para uma redução de 3,5 cêntimos no caso do gasóleo e de cinco cêntimos no caso da gasolina.
Estes valores ainda podem mudar, sendo que as previsões fechadas serão conhecidas ao início da tarde desta sexta-feira.
Isto numa altura em que o gasóleo simples está a custar 2,180 euros por litro e a gasolina simples 95 está a custar 2,096 euros por litro, segundo os preços médios atualizados pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) no site Preços dos Combustíveis Online.
Crise dos combustíveis? Ministra aponta novidades para Conselho Europeu
A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, revelou esta semana que na próxima reunião do Conselho Europeu, em outubro, serão tomadas decisões sobre a resposta comunitária à crise dos combustíveis.
“Oque nos foi dito é que o Conselho Europeu, em que vai estar o nosso primeiro-ministro, vai ser dedicado a este assunto e que é lá que vão tomar todas essas decisões”, disse a governante, em Quarteira, em declarações aos jornalistas sobre a crise dos combustíveis, à margem de uma conferência de imprensa em que anunciou vários investimentos para o Algarve.
A próxima reunião do Conselho Europeu, marcada para 15 e 16 de outubro, terá uma duração de dois dias e inclui uma discussão sobre o próximo orçamento plurianual da UE, que o presidente da instituição, António Costa, quer ver aprovado até final do ano.
Maria da Graça Carvalho apontou as compras conjuntas e a coordenação entre países como exemplos de uma postura mais proativa que Bruxelas deve ter neste momento, aludindo ao que a Comissão Europeia fez na resposta à crise originada pela invasão da Ucrânia.
“Bruxelas tem de ter uma atitude mais proativa. Em 2022, teve uma atitude mais proativa, em vários sentidos, na coordenação das medidas dos estados-membros e em compras conjuntas. (…) Não só nos auxílios, como potenciais compras coletivas, como a coordenar [a resposta] entre os países, porque não coordenar faz com que determinados países possam dar apoios muito maiores a determinados setores industriais”, referiu.
Essa desigualdade gera “uma questão de concorrência desleal” para os países com menor capacidade orçamental dentro da União Europeia (UE), sustentou, reforçando o que já tinha defendido na quarta-feira, em Bruxelas, após reuniões com responsáveis da Comissão Europeia.
“A primeira função da Comissão Europeia é defender o seu mercado interno. A primeira política, para mim a mais importante da Europa, é ter um mercado interno a funcionar e a funcionar bem. E, neste caso, estamos, pouco a pouco, a infringir regras do mercado interno, e é preciso que o mercado interno continue a funcionar e a funcionar bem”, afirmou a ministra.
Maria da Graça Carvalho reforçou que Bruxelas deve considerar “a diversidade dos países” e revelou que vai por estas questões “por escrito” na resposta à carta enviada na sexta-feira pelo comissário europeu da Energia, Dan Jørgensen, aos ministros da tutela da UE.
O responsável pediu a adoção de medidas para reduzir o consumo de gás e eletricidade “enquanto for necessário”, face à pressão dos mercados energéticos e a aproximação do inverno.
[Notícia atualizada às 08h41]
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