De acordo com a dirigente sindical Ana Dias, estão já cancelados 443 voos das bases de Lisboa, Porto e Faro previstos para os cinco dias de paralisação.
O sindicato admite que outros voos ainda programados possam ser afetados pela greve, embora alguns possam ser assegurados por aeronaves e tripulações de outras bases europeias.
A dirigente sindical denunciou que na quinta-feira “chegaram tripulações de França ao Porto, e provavelmente irão operar voos em substituição de grevistas, mais uma vez de uma forma ilegal”.
Por sua vez, fonte oficial da easyJet disse à Lusa que prevê operar cerca de 55% da sua programação durante o período de greve, explicando que, além dos serviços mínimos, que correspondem a cerca de 22% da atividade baseada em Portugal, mantém voos de e para o país operados por outras bases europeias.
A companhia garante que essa operação é feita “em total conformidade com a legislação e regulamentos aplicáveis”, enquanto o SNPVAC considera “ilegal” a utilização de trabalhadores de outras bases para substituir grevistas e admite avançar para tribunal.
Na origem da greve estão, entre outras reivindicações, a estabilidade das escalas, a progressão remuneratória em função da antiguidade e as condições propostas no âmbito da negociação do Acordo de Empresa.
Está ainda marcada uma segunda greve dos tripulantes da easyJet para os dias 19 a 23 de dezembro.

Greve dos tripulantes da easyJet deverá afetar pelo menos 443 voos
A greve dos tripulantes de cabine da easyJet arranca na sexta-feira e prolonga-se até terça-feira, com 443 voos das bases de Lisboa, Porto e Faro já cancelados, segundo o Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC).
Lusa | 20:56 – 01/10/2026



