“A Europa precisa do seu próprio manual de contramedidas híbridas, precisamos urgentemente de um consenso sobre como responder a determinados incidentes que ficam abaixo de uma agressão armada, mas que ameaçam claramente a nossa segurança nacional. Noutras palavras, um mecanismo para complementar o ‘Artigo 4.º’ da NATO”, referiu Ursula von der Leyen.
“Acredito que é altura de a Europa ter o seu próprio Artigo 4.º – ou um Protocolo de Segurança de Emergência, quando ativado por um Estado-Membro, todos os Estados-Membros reunir-se-iam para coordenar uma resposta europeia” disse ainda von der Leyen, no seu sexto discurso sobre o Estado da União Europeia (UE) na sessão plenária do Parlamento Europeu.
A chefe do executivo comunitário anunciou que irá propor, “em conjunto com a Alta Representante para as Relações Externas e a Política de Segurança [Kaja Kallas], uma nova estratégia europeia de segurança”.
“Os nossos sistemas foram concebidos para um mundo diferente”, considerou, acrescentando que “as ameaças híbridas que a Europa enfrenta são cada vez menos híbridas e cada vez menos ameaças”.
Ursula von der Leyen anunciou também, na área da defesa, “um novo Instrumento Europeu para Capacitadores Estratégicos – totalmente alinhado com a NATO”.
“A guerra na Ucrânia mostrou-nos a importância dos capacitadores estratégicos”, que explicou serem ativos de apoio críticos e multiplicadores de força em que qualquer defesa credível assenta, “desde a defesa aérea e de mísseis ao transporte estratégico e ao reabastecimento em voo, do espaço ao ciberespaço”.
“A Europa defenderá cada metro quadrado do seu território”, avisou ainda.
O artigo 4.º do Tratado do Atlântico Norte estabelece que os países membros da NATO se consultarão mutuamente sempre que, na opinião de qualquer um deles, a integridade territorial, a independência política ou a segurança de um dos aliados estiver ameaçada.
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