Segundo um comunicado da Defesa Civil de Gaza, publicado nas redes sociais, outras 16 pessoas foram resgatadas com vida dos escombros, sendo que dez destas estão feridas. As operações continuam no local para tentar localizar as várias dezenas de pessoas que continuam desaparecidas após a derrocada.
A entidade, que lamentou o “incidente doloroso e trágico”, detalhou que dezenas de deslocados estavam no edifício depois de “terem sido forçados a viver ali devido à agressão israelita”.
“Protegiam os seus filhos entre as paredes e as colunas rachadas”, lamentou a Defesa Civil, referindo-se aos danos sofridos anteriormente pelo edifício nos ataques de Israel.
O edifício, de seis andares e conhecido como “Edifício da Felicidade”, albergava “cerca de uma centena de pessoas” que viviam em “dezenas de barracas”.
“Metade delas eram crianças inocentes com os pais e as mães. Agora, estão debaixo dos escombros”, apontou o comunicado.
“Esta tragédia recorda-nos, mais uma vez, os milhares de mártires que perderam a vida em consequência dos ataques israelitas contra edifícios e habitações, bem como os milhares que permanecem desaparecidos sob os escombros, sem possibilidade de resgate devido à intransigência da ocupação [referindo-se a Israel] e à sua recusa em permitir a entrada de equipamento, maquinaria, escavadoras e pás mecânicas necessárias para lidar com estes trágicos acontecimentos”, apontou a nota da Defesa Civil.
Neste sentido, houve um alerta sobre possíveis derrocadas de outros edifícios afetados pelos ataques israelitas e uma insistência na necessidade de permitir a entrada de equipamentos e maquinaria para trabalhos de busca e salvamento, sobretudo diante dos “desastres” que poderão ocorrer com a chegada do inverno e o agravamento das condições climáticas.
As autoridades de Gaza, através da sua assessoria, destacaram que o episódio “agrava a catástrofe humanitária” na região.
“Responsabilizamos totalmente a ocupação e a comunidade internacional”, afirmou o organismo, acusando Israel de “obstruir deliberadamente as operações de resgate” ao impedir a entrada de equipamentos.
“As vítimas desta tragédia somam-se aos mais de 8.500 desaparecidos sob os escombros em várias províncias da Faixa de Gaza, tornando urgente uma intervenção para resgatá-los”, declararam as autoridades de Gaza, sublinhando o risco enfrentado por “milhares” de edifícios danificados pela ofensiva lançada por Israel no enclave, após os ataques do grupo islamita Hamas contra o território israelita em 07 de outubro de 2023.
Leia Também: Von der Leyen critica divisão na UE perante “profundo sofrimento em Gaza”



