A próxima semana deverá trazer um novo agravamento dos preços dos combustíveis. As estimativas provisórias apontam para uma subida de 10 cêntimos por litro tanto para o gasóleo como para a gasolina, adiantou fonte do setor ao Notícias ao Minuto.
Isto numa altura em que o preço médio do gasóleo simples está nos 1,967 euros por litro e a gasolina simples 95 está a custar 1,885 euros por litro, de acordo com os preços médios divulgados pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG).
Estes preços médios diários, refira-se, “são apurados com base nos preços comunicados pelos postos de combustível, ponderados com as quantidades vendidas do último período conhecido, incorporando os descontos praticados nos postos de abastecimento como cartões frota e outros”.
Combustíveis sobem mais depressa? Há irregularidades? ERSE revela tudo
A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) divulgou, na quinta-feira, uma análise aos preços dos combustíveis em Portugal, não tendo encontrado irregularidades. Além disso, também não encontrou uma evidência “persistente” que comprove que os preços subam mais depressa do que descem.

Combustíveis sobem mais depressa? Há irregularidades? ERSE revela tudo
A ERSE não encontrou uma evidência “persistente” que comprove que os preços dos combustíveis subam mais depressa do que descem, mas admite “diferenças temporárias na rapidez com que as variações das cotações da gasolina e do gasóleo foram repercutidas nos preços na bomba”.
Beatriz Vasconcelos | 08:43 – 14/08/2026
“O estudo não encontrou evidência de um efeito «foguete-pluma» persistente, isto é, de que os preços na bomba subam sistematicamente mais depressa do que descem. Na gasolina, não foram identificadas diferenças estatisticamente significativas entre a transmissão das subidas e das descidas. No gasóleo, observou-se uma pequena diferença nas primeiras semanas, que deixou de ser estatisticamente significativa ao fim de quatro semanas”, pode ler-se no conjunto de perguntas e respostas divulgadas pelo regulador.
Por isso, a ERSE conclui: “Os resultados não sustentam, assim, que as descidas sejam repercutidas de forma persistentemente mais lenta ou menos completa do que as subidas”.
A ERSE revelou que avalia quatro critérios abrangentes para concluir acerca do funcionamento do mercado: concentração dos mercados grossista e retalhista, diversidade das ofertas comerciais e resposta dos preços de venda ao consumidor à evolução das cotações internacionais.
“A ERSE encontrou uma concentração elevada no mercado grossista. Contudo, a avaliação regulamentar não depende de um único indicador. Os critérios relativos à concentração do retalho, à diversidade das ofertas e à forte relação entre os preços nacionais e as cotações internacionais foram cumpridos. Como não se verificou o incumprimento conjunto dos quatro critérios previstos, não se considera que o mercado tenha funcionado de forma irregular”, pode ler-se no documento divulgado.
Num contexto de incerteza internacional e com o petróleo a valorizar nos mercados internacionais, a ERSE sublinha que os “preços na bomba têm como referência as cotações internacionais da gasolina e do gasóleo já refinados, e não diretamente o preço do petróleo bruto (Brent)”. Ou seja, “o estudo concluiu que a evolução dos preços dos combustíveis em Portugal foi explicada sobretudo pela evolução dessas cotações”.
[Notícia atualizada às 09h15]
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