Segundo a diretora de Proteção Internacional do ACNUR, Elizabeth Tan, os contactos estão relacionados com os rumores de uma eventual saída dos Estados Unidos, hipótese que não confirmou.
“Quanto à possibilidade de os Estados Unidos estarem a considerar retirar-se do ACNUR ou da Convenção sobre os Refugiados, não creio que essa questão esteja decidida”, declarou Elizabeth Tan.
“Lamentaríamos que qualquer Estado decidisse retirar-se da Convenção”, acrescentou numa conferência de imprensa centrada nos 75 anos da entrada em vigor daquele instrumento jurídico, que o ACNUR assinalará na próxima semana.
Elizabeth Tan sublinhou que o ACNUR mantém o diálogo com as autoridades norte-americanas, recordando que desde a chegada de Donald Trump à presidência, os Estados Unidos se retiraram de outras organizações ligadas às Nações Unidas, como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Conselho dos Direitos Humanos.
Nas últimas semanas, têm circulado rumores sobre uma eventual saída dos Estados Unidos do ACNUR, organismo de que Washington é o principal financiador, sobretudo após a nomeação, em junho, da diplomata norte-americana Tressa Rae Finerty para o cargo de alta-comissária adjunta da organização.
A Casa Branca apoiava outro candidato, também norte-americano, Simon Hankinson, que no passado foi muito crítico da atuação do ACNUR.
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