O muro, numa extensão de cerca de 200 quilómetros, circunda completamente e separa Jerusalém Oriental e a Cisjordânia.
O Crescente Vermelho Palestiniano informou que a vítima, identificada como Naser Zaal Kaabneh, foi atingida a tiro perto do muro na localidade de Bir Nabala, segundo a agência de notícias palestiniana WAFA.
As operações das forças israelitas e os ataques perpetrados por colonos intensificaram-se na Cisjordânia desde 07 de outubro de 2023, data do ataque contra Israel liderado pelo movimento islamita palestiniano Hamas, que desencadeou a guerra na Faixa de Gaza.
Contudo, os primeiros nove meses de 2023 já tinham registado um número recorde de palestinianos mortos na Cisjordânia, o mais elevado em cerca de duas décadas, desde a Segunda Intifada.
Israel ocupa a Cisjordânia desde 1967, na sequência da Guerra dos Seis Dias, mantendo também a anexação de Jerusalém Oriental, não reconhecidas pela comunidade internacional.
A Autoridade Palestiniana, cuja sede está estabelecida em Ramallah, administra partes da Cisjordânia ocupada por Israel.
Lado a lado com cerca de três milhões de palestinianos, mais de 500 mil israelitas vivem atualmente em colonatos na Cisjordânia, considerados ilegais pelas Nações Unidas à luz do direito internacional.
A política de colonização tem sido mantida por sucessivos governos israelitas desde 1967, mas intensificou-se após a formação do atual executivo liderado por Benjamin Netanyahu, no final de 2022, e ganhou novo impulso na sequência do ataque do movimento islamita palestiniano Hamas, em 07 de outubro de 2023.
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