“Penso, mas é uma intuição, que a determinado momento o Governo compreendeu que estas exigências do Chega não são aceitáveis, por motivos que são do Governo, e que prefere fazer o PS voltar atrás na sua palavra”, afirmou o líder do Chega.
André Ventura falava aos jornalistas na Assembleia da República, antes da votação na especialidade do diploma que cria a PSU e estabelece as condições de acesso a este apoio.
“Eu ouvi ontem o secretário-geral do Partido Socialista dizer que isto era desumano, e dizer que era essencialmente contrário à ideia de quem recebe subsídios colabora com a comunidade. Não sei como é que o PS vai descalçar isso, mas também não é um problema meu”, afirmou.
Nessa altura, antes do PS ter anunciado um acordo com o Governo para viabilizar a PSU, André Ventura disse que não sabia se as negociações entre o executivo e o Chega estavam terminadas.
“Se o PSD e o Governo, pelo contrário, entenderem que estas não são questões para resolver, então provavelmente o Partido Socialista arranjará uma forma ou uma fórmula, mudando completamente o espírito da lei, a fazer viabilizar. Mas esse, como digo, é um problema que não é do Chega, não me compete a mim, mas ao secretário-geral do Partido Socialista, José Luís Carneiro”, afirmou.
André Ventura considerou que dependeria se o Governo teria “a coragem” de levar o dossiê até ao fim ou se iria deixá-lo “nas mãos do PS”.
“O PS teve oito anos para fazer isto, manteve sempre exatamente tudo igual, no mesmo nível de subsidiodependência, de descontrolo da imigração, de caos na habitação. O que é que vai resolver fazer uma lei com o Partido Socialista? Provavelmente nada, porque se já tiveram oito anos para resolver e não resolveram, o que é que vão fazer agora?”, criticou.
O líder do Chega considerou também que “se o Governo preferir ir para o Partido Socialista, é porque provavelmente não está disponível a tocar nesta questão, e se não está disponível a tocar nesta questão, esta proposta não é uma proposta séria do ponto de vista do controlo da subsidiodependência”.
[Notícia atualizada às 18h06]
Leia Também: PSU? “Não foi ainda possível alcançar qualquer entendimento ou acordo”



