“Com o presidente do Conselho Europeu, António Costa, e o Reino Unido, estamos a reavaliar se é oportuno manter a realização da cimeira tal como foi anunciada na semana passada”, declarou a porta-voz da Comissão Europeia, Paula Pinho, em conferência de imprensa em Bruxelas, quando questionada sobre as consequências da mudança no Governo britânico.
Starmer e Costa anunciaram na semana passada, depois de se terem reunido à margem da cimeira do G7, em França, a realização da segunda cimeira UE-Reino Unido desde o Brexit, em 22 de julho, altura em que discutiriam os progressos na normalização das relações entre os dois lados após a saída dos britânicos da União.
A assinatura do Acordo sobre Gibraltar entre a UE e o Reino Unido é também esperada nas próximas semanas.
Fontes do Ministério dos Negócios Estrangeiros espanhol indicaram que a assinatura terá lugar em 13 de julho, para que possa ser assinada a tempo da sua entrada em vigor provisória na data anunciada de 15 de julho.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, descreveu o primeiro-ministro britânico como um “estadista”, graças ao qual a segurança europeia está “mais forte”, numa mensagem divulgada minutos após o anúncio da demissão do primeiro-ministro.
“Muitos líderes demoram anos a tornarem-se o estadista que [Starmer] se tornou em apenas dois anos”, declarou Von der Leyen na sua breve mensagem partilhada nas redes sociais.
Von der Leyen defendeu ainda que “a segurança europeia e ucraniana está mais forte” graças ao papel do líder trabalhista à frente do Governo britânico.
A presidente da Comissão concluiu a sua mensagem com “obrigada, caro Keir”, destacando a aproximação que Starmer procurou durante a sua governação para estabelecer a normalização das relações entre o Reino Unido e a União Europeia após o Brexit.
António Costa usou também as redes sociais para enviar uma mensagem de agradecimento ao primeiro-ministro britânico, que descreveu como um “companheiro e amigo”.
O presidente do Conselho Europeu sublinhou que, com Starmer, foi possível “virar a página nas relações entre a UE e o Reino Unido”.
No entanto, Costa deixou também claro que a UE está “empenhada em continuar a cooperar com o Reino Unido com o mesmo espírito” no futuro.
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