“Devemos manter os investimentos em defesa, manter a produção de capacidades essenciais, manter as nossas forças armadas e manter o nosso apoio à Ucrânia”, afirmou Rutte.
O secretário-geral discursava em Münster, no oeste da Alemanha, ao receber, em nome da NATO, o Prémio da Paz de Vestfália.
“Garantir a segurança de mil milhões de pessoas não é uma corrida de velocidade. Temos um longo caminho pela frente”, disse Rutte, referindo-se à população dos 32 países da Aliança Atlântica.
Rutte avisou que “a máquina de guerra bem oleada da Rússia não vai enferrujar a curto prazo” e que “a modernização militar e o desenvolvimento tecnológico da China não estão prestes a abrandar”.
O antigo primeiro-ministro neerlandês apelou também ao reforço da resiliência dos países da NATO e da capacidade dos aliados para trabalharem em conjunto num período que considerou marcado por desafios à segurança.
Rutte referiu, em particular, os ataques híbridos que atribuiu à Rússia contra países da Aliança Atlântica.
O secretário-geral voltou ainda a defender a meta de destinar 5% do Produto Interno Bruto (PIB) a despesas relacionadas com a defesa, estabelecida pelos aliados na cimeira da NATO realizada em Haia no ano passado.
“Temos de investir na defesa todos os anos. E estamos a demonstrar ao mundo que este é um preço que estamos dispostos a pagar, porque sabemos que se trata de um investimento na nossa segurança”, defendeu Rutte, destacando igualmente a importância da unidade entre os membros da NATO para a dissuasão e a defesa coletiva.
“Juntos, avançamos todos no mesmo sentido: rumo à prevenção da guerra e à preservação da paz”, concluiu o chefe da NATO.
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