“Tudo indica que se tratou de um assassínio político, mas devemos esperar por provas e indícios mais específicos”, declarou Tusk numa conferência de imprensa, em que sublinhou que, caso a ordem para matar Kuzovkov tenha partido de Moscovo, “trata-se de terrorismo de Estado”.
“É um caso difícil. Se houver um assassino contratado, infelizmente não é fácil identificá-lo”, afirmou Tusk, reiterando que as autoridades e os serviços de segurança polacos farão tudo o que estiver ao seu alcance para esclarecer as circunstâncias da morte do caricaturista, também conhecido por ‘Semion Skrepetski’.
Tusk informou que os dois cidadãos bielorrussos detidos na véspera por estes factos foram libertados devido à falta de provas de que tenham estado diretamente envolvidos no ataque, segundo noticiou a agência noticiosa polaca PAP.
O primeiro-ministro polaco confirmou que a vítima era um conhecido crítico do Presidente russo, Vladimir Putin, e revelou que lhe tinha sido oferecida proteção, mas que a recusou.
Ao início da manhã de segunda-feira, numa urbanização em Biala Podlaska, no leste da Polónia, um homem aproximou-se da vítima e disparou várias vezes com uma arma de fogo. Após a vítima cair no chão, continuou a disparar. A autópsia revelou cinco orifícios de entrada e dois de saída — na cabeça, no peito e nas costas.
A vítima vivia na Polónia desde 2021. A sua popularidade deve-se a caricaturas satíricas e mordazes sobre os líderes russos, que retrata como corruptos e autoritários.
Recentemente, Kuzovkov participou em manifestações e eventos artísticos em Berlim, centrados em chamar a atenção da opinião pública ocidental para os crimes de guerra russos na Ucrânia.
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