O suspeito do ataque de ontem na marcha LGBTQ+ em Berlim, na Alemanha, foi abatido, este domingo, pela polícia, avançam a Der Spiegel e a emissora RBB24. O homem foi morto a tiro durante uma operação policial num complexo de hortas comunitárias no bairro de Spandau, nos subúrbios da capital.
Tinha sido identificado como Abdul Ballout, de 21 anos, um cidadão alemão de origem libanesa.
Através das redes sociais, a polícia de Berlim revela que, na ação de hoje, o jovem terá avançado sobre as autoridades com uma arma branca, tendo os agentes respondido a tiro.
“Segundo a informação até agora, é descrito que terá avançado para os agentes com uma arma branca, tendo os polícias respondido a tiro. Apesar das imediatas manobras de reanimação iniciadas pelos bombeiros, ele morreu no local”, pode ler-se.
Gegen 18 Uhr konnte der Tatverdächtige des gestrigen Anschlags im Großen Tiergarten in einer Kleingartenanlage in #Spandau lokalisiert werden. Nach bisherigen Erkenntnissen soll er mit einer Stichwaffe auf unsere Einsatzkräfte zugelaufen sein, daraufhin kam es zum polizeilichen… pic.twitter.com/ncslEZom7N
— Polizei Berlin (@polizeiberlin) July 26, 2026
O Bild avança ainda que as testemunhas relataram ter ouvido duas rajadas de quatro tiros cada, disparadas com poucos minutos de intervalo, durante a operação. A polícia terá chegado ao homem através de informações fornecidas pelo seu círculo pessoal. Já a horta onde foi abatido pertencerá ao pai.
Anteriormente, os meios de comunicação social alemães Der Spiegel e Bild já davam conta de que o homem tentou juntar-se ao Estado Islâmico na Síria em 2025, mas foi detido no Líbano. Foi depois repatriado para a Alemanha, onde foi condenado em 2026 num outro processo por “preparação de um ato de violência grave que colocava em risco a segurança do Estado”.
De salientar que um cidadão iraniano foi detido este domingo, suspeito de ser cúmplice do autor do atropelamento.
O ataque, recorde-se, ocorreu na noite de sábado, quando uma carrinha branca embateu contra pessoas reunidas no parque Tiergarten, junto ao percurso do desfile do orgulho LGBTI+, provocando a morte de uma pessoa e pelo menos 29 feridos. Alguns dos feridos estão em estado crítico.
O evento junto ao Portão de Brandemburgo foi cancelado pelas 22h15 locais (21h15, em Lisboa), pouco depois do incidente, e os presentes no local foram instados a regressar a casa, evitando passar pelo parque onde decorreu o incidente.
Centenas de milhares de pessoas tinham-se deslocado a Berlim para celebrar a parada do orgulho de Berlim, conhecida na Alemanha como Christopher Street Day. Trata-se de uma das maiores celebrações LGBTQ+ da Europa. A Polícia de Berlim tinha mobilizado mais de 2.000 agentes para garantir a segurança do evento.
O atropelamento em massa já motivou reações por parte de vários países europeus, desde Espanha a Itália e até à presidente da Comissão Europeia. O chanceler alemão, Friedrich Merz, por sua vez, classificou o ataque como “abominável” e garantiu que seria “esclarecido e punido com toda a severidade”.
[Notícia atualizada às 19h13]
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