Só em agosto, a incorporação renovável na produção de eletricidade foi de 69,2%, correspondente a 2.298 gigawatt-hora (GWh) de um total de 3.320 GWh produzidos ao longo do mês.
“O mês de agosto destacou-se pelo forte contributo e equilíbrio entre a energia solar (que voltou a liderar a produção) e a energia eólica, representando 23,7% e 23,3% do mix de geração, respetivamente”, refere a associação em comunicado.
A tecnologia hídrica ocupou a terceira posição, com 14,9%, seguida pela bioenergia com 7,3%.
Entre janeiro e agosto, foram registadas 707 horas não consecutivas em que a produção renovável foi suficiente para assegurar a totalidade do consumo de eletricidade em Portugal continental.
Só em agosto, a produção renovável foi suficiente para assegurar a totalidade do consumo durante 14 horas.
No mesmo período, Portugal ficou em quarto lugar entre os oito países europeus analisados pela APREN quanto ao peso das renováveis na produção elétrica, atrás da Noruega (97,4%), da Dinamarca (95,4%) e da Áustria (79,9%).
A associação salienta que a comparação considera apenas os principais países de diferentes mercados europeus “de forma a obter um panorama representativo de comparação”.
Segundo o boletim, a produção renovável permitiu evitar, entre janeiro e agosto, 809 milhões de euros em importações de gás natural e 374 milhões de euros em importações de eletricidade. A APREN estima ainda uma poupança de 492 milhões de euros em licenças de emissão de CO2.
Para a coordenadora de Políticas e Inteligência de Mercado da APREN, Susana Serôdio, “os resultados de agosto ilustram na perfeição o valor da complementaridade do mix elétrico, com o sol e o vento a trabalharem em sintonia para produzir quase metade da produção nacional”.
“As energias renováveis têm um impacto comprovado na redução do preço da eletricidade e são já um importante motor da economia portuguesa”, acrescenta.
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