Não existe um valor certo para todas as pessoas, o que significa que o montante que deve ter no fundo de emergência depende, essencialmente, do perfil de cada família.
“O mais importante é olhar para as suas despesas essenciais e não para o salário. Ou seja, não deve pensar ‘quanto ganho por mês?’, mas sim ‘quanto preciso para manter a minha vida a funcionar se tiver um imprevisto?'”, explica o blog Salto do Santander.
Em regra, de acordo com o mesmo site, o valor a ter no fundo de emergência consoante o perfil:
- Trabalhador por conta de outrem com rendimento estável e sem dependentes: 3 a 6 meses de despesas
- Casal com filhos e crédito habitação: 6 a 9 meses de despesas
- Trabalhador independente: 9 a 12 meses de despesas
- Rendimento sazonal ou profissão instável: 9 a 12 meses de despesas
- Reformado com pensão estável: 3 a 6 meses de despesas
O ponto é: “Quanto maior for a incerteza dos rendimentos ou o peso das responsabilidades, maior deve ser a reserva“.
Então… como se calcula o valor ideal?
De acordo com o mesmo portal, o “cálculo é mais simples do que parece” e deve seguir este passo: Despesas essenciais mensais × número de meses de segurança = valor do fundo de emergência
Além disso, deve começar por somar apenas aquilo que teria mesmo de continuar a pagar numa situação complicada:
- Habitação: renda ou prestação da casa, condomínio e IMI (apesar de ser pago anualmente, pode dividir por 12 para o cálculo mensal)
- Água, luz, gás, internet e telecomunicações
- Alimentação essencial
- Transportes, combustível, passe e seguro automóvel
- Saúde, medicação, seguros e consultas indispensáveis
- Educação, creche, escola ou ATL
- Prestações de outros créditos
- Seguros obrigatórios ou essenciais.
“Ficam de fora despesas como férias, restaurantes, compras por impulso, subscrições que pode cancelar e outros gastos que não são indispensáveis”, pode ainda ler-se.
Onde guardar o fundo de emergência?
De acordo com o mesmo portal, o “fundo de emergência deve estar num sítio seguro, separado da conta do dia a dia e fácil de movimentar se for preciso”.
“O objetivo principal não é ganhar muito dinheiro com esta poupança. É ter liquidez, ou seja, conseguir aceder ao dinheiro rapidamente”, pode ler-se.
Algumas sugestões:
- Conta poupança separada
- Depósito a prazo com possibilidade de mobilização
- Produto de baixo risco e fácil acesso.
Num casal, o fundo deve estar numa conta conjunta ou individual?
o blog Salto esclarece que tudo depende da forma como o casal gere o dinheiro:
“Uma conta conjunta pode ser prática: os dois sabem onde está o fundo e ambos conseguem aceder rapidamente em caso de emergência. Mas também pode haver riscos, por exemplo, se um dos titulares tiver dívidas ou uma penhora. Outra opção é dividir: uma parte numa conta conjunta, para emergências da casa, e outra parte em contas individuais, para maior autonomia e proteção”, pode ler-se.
Tenha em atenção que “o mais importante é que exista uma regra clara: quanto entra todos os meses, quando se pode usar o dinheiro e como será reposto depois”.
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