O porta-voz das Forças da Coligação para o Apoio à Legitimidade no Iémen, o general de saudita Turki al Maliki, disse num comunicado que entre os feridos estão sete cidadãos do reino árabe, um iemenita, dois egípcios e um paquistanês, que sofreram lesões devido aos “ataques terroristas” dos Hutis, apoiados pelo Irão.
“A milícia terrorista Huti realizou estes ataques com o lançamento indiscriminado de projéteis contra bens e instalações civis”, acrescentou o porta-voz, que denunciou que esta ação constitui “uma flagrante violação” do direito internacional humanitário por ter como alvo civis e infraestruturas vitais.
O militar da coligação liderada por Riade, que apoia o Governo do Iémen internacionalmente reconhecido desde 2015, afirmou que a aliança “continuará a tomar as medidas dissuasoras necessárias contra estes ataques terroristas para garantir a proteção dos cidadãos”.
No entanto, não especificou o ponto exato que os projéteis atingiram nem os danos materiais causados, enquanto os rebeldes Hutis ainda não se pronunciaram.
Esta é a primeira vez desde o início de hostilidades entre os insurgentes iemenitas e a Arábia Saudita, em meados do mês passado, que Riade informou sobre feridos em ataques dos Hutis ao seu território.
No passado dia 04 de agosto, os rebeldes já tinham reivindicado um ataque com um drone ao aeroporto de Najran e justificaram a ação como resposta aos bombardeamentos sauditas nas zonas que controlam no Iémen.
No fim do mês passado, os Hutis anunciaram um bloqueio marítimo à navegação saudita no mar Vermelho, alegando que a medida era uma retaliação pelas restrições impostas nas zonas controladas pelos insurgentes iemenitas, e também lançaram ataques contra a Arábia Saudita.
Desde então, o grupo tem reivindicado ataques a navios comerciais ligados ao reino árabe no mar Vermelho, e tem ameaçado repetidamente ampliar as suas operações se a Arábia Saudita mantiver as medidas militares ou económicas contra o território que controlam.
A escalada de violência eclodiu após o bombardeamento ao aeroporto de Sana pelo Exército iemenita em meados de julho, embora os Hutis tenham acusado a Arábia Saudita pela ação.
Riade, por sua vez, anunciou uma coligação marítima multinacional para proteger a navegação no mar Vermelho e no estreito de Bab al-Mandeb, que com a crise no estreito de Ormuz se tornou a principal via de exportação de petróleo do maior produtor de crude da OPEP.
O Governo iemenita ameaçou na quinta-feira responder aos ataques dos rebeldes Hutis que, segundo o mais recente balanço, mataram pelo menos 58 soldados das forças governamentais, o ataque mais mortífero desde a trégua de 2022.
Num comunicado, o Ministério da Defesa do Governo reconhecido pela comunidade internacional afirmou que as forças armadas retaliariam por esta “agressão, no momento e no local adequados”.
Os rebeldes Hutis do Iémen reivindicaram ataques contra as forças das autoridades iemenitas internacionalmente reconhecidas, alegando que se trata de uma resposta ao reforço dessas tropas apoiadas pela Arábia Saudita.
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